30% dos brasileiros vendem vale-refeição, revela levantamento

Embora comum, a prática é caracterizada como crime, seja para quem compra como para quem vende

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O vale-refeição e vale-alimentação são dois benefícios bem conhecido pelos trabalhadores. Os nomes, que já são bem evidentes e autoexplicativos, são fornecidos aos funcionários para a alimentação em restaurantes no expediente de trabalho. Porém, uma prática que se tornou comum – mas é caracterizada como crime – tem dado um outro destino aos benefícios: a compra e venda.

Segundo pesquisa do SPC Brasil e Confederação Nacional de Dirigentes Logistas – CNDL, três em cada dez entrevistados vendem o ticket alimentação ou restaurante que recebem 29,8%, sendo ocasionalmente 15,3% e frequentemente 14,5%. Na contramão desta realidade, 44,3% nunca venderam o benefício e 25,9% não possuem ou não utilizam esse serviço.

A prática pode ocorrer por diversas razões: uma delas é a necessidade de obter o dinheiro em espécie para outros fins, como pagar dívidas, quando a renda não é o suficiente para isso ou quando há um descontrole no orçamento, porém, é importante lembrar: como mencionamos acima, a prática é ilegal e pode levar a punições para quem compra e quem vende. Nos casos de venda dos tickets, os trabalhadores optam por levar comida de casa ou – como um problema grave que isso pode ocasionar posteriormente – acabam por se alimentar com lanches que muitas vezes não são bons para a saúde.

Sabendo que a maior razão da venda ilegal do benefício é para complementar o orçamento, o que já traz prejuízos de qualquer forma, outros problemas que podem aparecer afetam a saúde do trabalhador, uma vez que ele compromete sua própria alimentação, e uma das mais importantes, o almoço. Com isso, outros problemas vão surgindo, como doenças provocadas pela má alimentação, que afasta funcionário e compromete o quadro de colaboradores, ocasionando, por fim, a negatividade nas metas e resultados.

Quando acaba antes do mês terminar

Outro problema também é muito comum dentre os beneficiários de tickets refeição, por exemplo: quando o valor acaba antes do mês terminar. Dos entrevistados na pesquisa, 29,7% garantem ultrapassar o gasto porque o valor recebido não é suficiente, baixo em comparação com o valor do almoço na região em que trabalham; enquanto 26,4% gastam com coisas além do almoço, é o caso daqueles que utilizam em bares, restaurantes, padarias e lanchonetes.

Reservar os tickets para seus devidos fins – almoço no horário de trabalho -, além de controlá-los, é o caminho correto. Assim como controlar o orçamento pessoal e da casa, para não ter que recorrer à pratica ilegal da venda do benefício.

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