Carreira e Educação

40 anos de empresa: executivo ​viveu momentos de transformações

Executivo da Festo Brasil há 40 anos fala à revista Melhor Gestão de Pessoas sobre a carreira

Da Redação
24 de Abril de 2018

O mundo não para! A cada momento somos surpreendidos por mudanças e, consequentemente, nos adaptamos a elas. No mercado de trabalho é a mesma coisa: ou a gente se adapta às transformações ou perdemos espaço na empresa sem conseguir desenvolver uma carreira de sucesso. Neste mundo dinâmico, de gerações cada vez mais ansiosas, reter funcionários é um desafio para a gestão de pessoas.

Mas, qual o caminho para construir uma carreira sólida diante deste cenário? “Ter foco no que faz e no que busca como resultados; gostar de desafios, e gostar de trabalhar com pessoas e em equipe”, é o que aconselha o executivo Antonio Carlos Polzatto, funcionário há 40 anos da Festo Brasil.

Antonio Carlos Polzatto

Antonio Carlos Polzatto

Funcionário mais antigo em atividade da empresa, Polzatto iniciou no mercado de trabalho aos 14 anos, na General Motors como Aprendiz do Senai. Começou então seu trabalho na Festo em março de 1977, trabalhando como Técnico de Processos de Usinagem Jr. Atualmente, ele é Gerente de Vendas de Tecnologia Elétrica, sendo o responsável pelo segmento no Brasil.

“Hoje me desafio todos os dias para manter competitivo, para ser criativo, fazendo trabalhos diferenciados e que minha equipe esteja focada em fazer sempre o melhor; pois serão cobrados para vencerem seus desafios e metas”, diz Polzatto, que vê a competitividade como ponto muito importante do profissional, independentemente do modelo de gestão.

Este mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo da chamada Revolução 4.0 é responsável por provocar mudanças também no comportamento e perfil do profissional. Este mesmo profissional é curioso, quer aprender e viver novas experiências. Ter este perfil de trabalhador por anos na mesma empresa é um desafio. Para Polzatto, além de metas para trazer mudanças na organização, a gestão deve promover também mudanças nas áreas de atuação dos profissionais. “Isto vale também para proporcionar oportunidades fora do Brasil, como tem ocorrido recentemente conosco, onde diversos colegas foram trabalhar na Festo US e Alemanha”, diz o executivo que completa: “O profissional dificilmente ficará por décadas trabalhando na mesma função ou no mesmo departamento; pois isto é um sinal de não evolução e com certeza teria sua carreira interrompida muito tempo antes por desligamento”.

Se existe um responsável por trazer mudanças nos hábitos e comportamentos do profissional hoje, é a tecnologia, que pode refletir de modo positivo, mas também negativo, principalmente quando o assunto é trabalho e carreira. “A Tecnologia contribui na aquisição de informações que ajudam na tomada de decisões, na qualidade e conteúdo dos trabalhos e pesquisas realizadas, na facilidade e rapidez para medirmos ações implementadas e tempo de realizar ajustes rápidos”, acredita Polzzato, que reconhece também um lado negativo também: “Prejudica pela velocidade, pois muitos jovens profissionais querem crescer na velocidade da Internet e não querem adquirir experiência e estar preparado para este crescimento”, conclui.

Polzatto é um dos poucos profissionais que souberam lidar com estas transformações do mundo, permanecendo na mesma organização por décadas, adquirindo experiência e crescendo com ela, fortalecendo sua permanência de sucesso na empresa. A pedido da Revista Melhor Gestão de Pessoas, Antonio Carlos Polzatto compartilhou 5 principais dicas, dentro de sua experiência, que fizeram a diferença para a construção de sua carreira na Festo.

  •  Investimento nas pessoas, treinamentos e preocupação com o desenvolvimento profissional;
  • Relacionamento internacional e reconhecimento pelos colegas de outros países dos nossos méritos – organização com filosofia mundial de trabalho e valorização dos profissionais;
  • Oportunidades de mostrar o meu trabalho, meu potencial e poder liderar uma grande equipe e ser reconhecido por ter feito um bom trabalho (nas diferentes áreas que trabalhei na Festo);
  • Também ter que me dedicar para atender as exigências na minha posição, ter que ter domínio do idioma inglês para participar reuniões fora do Brasil, para receber também colegas de outros países;
  • Aprender com os exemplos e modelos de gestão, onde tínhamos uma gestão alemã (antigamente paternalista) e que mudou para modelo de gestão americano (extremamente agressivo na busca por resultados); depois novos Diretores e outros modelos de gestão; e estas mudanças foram e são importantes para mostrar trabalho e competência, principalmente quando se tem foco no trabalho; e a área de vendas tem me proporcionado tudo isto.

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