Gestão

5 características para a formação de um líder

Luciano Alves Meira listou 5 características fundamentais para quem deseja chegar à liderança, manter-se ou formar líderes

Da Redação
10 de Abril de 2018

Liderança de pessoas não segue uma fórmula pronta. Dois líderes tentando aplicar as mesmas estratégias obterão resultados muito distintos.

Luciano Alves Meira

Luciano Alves Meira

O especialista em desenvolvimento humano, Luciano Alves Meira, listou 5 características fundamentais para aqueles que desejam chegar à liderança, manter-se nela ou formar líderes na sua equipe.

Segundo o consultor, algumas destas características só serão alcançadas com o tempo e a chegada da maturidade: “É preciso ser paciente, desenvolver competências e, principalmente, habilidades socioemocionais”.

1. Liderar requer anos de acúmulo de capital psicológico, mistura de fortalecimento da alma e desenvolvimento de competências.

Buscar o aprimoramento em competências técnicas e ter experiência na área em que atua são fatores importantes em cargos de liderança. Mas não são suficientes. Sentir-se seguro, inspirado e fortalecido espiritualmente ajudará os profissionais a tomarem suas decisões e enfrentarem os desafios do dia a dia. Esse estágio só é atingido se o profissional se desenvolver integralmente: mente, corpo e espírito. Liderar requer lidar com habilidades socioemocionais como autoconhecimento, autocontrole, sensibilidade, empatia e flexibilidade.

2. A coragem para assumir riscos e enfrentar resistências é desenvolvida em numerosas vivências e embates cotidianos.

É muito importante que o profissional tenha paciência e coragem para propor mudanças e expor sua opinião. Toda mudança proposta por um líder pode sofrer resistências, mas essas podem ser minimizadas pelos líderes que envolvem os colaboradores no processo criativo e decisório. Porém, se ainda assim houver resistência e se o profissional estiver certo de que suas atitudes são benéficas para todos, o líder precisará ter a coragem de seguir suas escolhas e enfrentar com tranquilidade os momentos de discordância. Os embates cotidianos podem fortalecer os grandes líderes, se esses souberem ouvir e estabelecer uma troca sincera.

3. O desapego para manter a integridade diante das provocações e tentações é fruto de escolhas sábias recorrentes.

As melhores escolhas levam os indivíduos a uma vida mais plena e de “sucesso” pessoal e profissional. O líder deve ser íntegro e manter-se fiel à sua essência ao longo da jornada. Se trair seus valores e convicções, enfraquecerá sua liderança.

4. A serenidade diante do julgamento maldoso e das calúnias só chega com a maturidade.

Muitas vezes nos deparamos com ambientes de trabalho formados por profissionais descontentes e frustrados. O bom líder é aquele que não se deixa levar por energias destrutivas, mantendo a serenidade diante de julgamentos injustos.

5. A sensibilidade e a flexibilidade para modular e alternar atitudes de delicadeza e de rigor é uma conquista disciplinada que poucos, muito poucos líderes alcançam.

Ser líder significa lidar com o desenvolvimento contínuo das pessoas, e esse é um tema que envolve complexidade, incertezas e ambiguidades. Os melhores líderes são aqueles que compreendem as necessidades e as potencialidades específicas de cada colaborador. Eles têm como objetivo liberar esse potencial, estão disponíveis para auxiliá-los e, acima de tudo, estabelecem relações de confiança no ambiente de trabalho, investindo em orientação e feedbacks constantes e sinceros. Ter a sensibilidade para entender e desenvolver as habilidades individuais de cada colaborador, aquilo que realmente o fará engajado e evitará o desperdício de talento e, consequentemente, uma baixa produtividade, é o que poucos sabem fazer. E diante de tanta pressão e falta de clareza, fica realmente muito difícil transitar entre a delicadeza e o rigor que a posição exige.

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