5 características para a formação de um líder

Luciano Alves Meira listou 5 características fundamentais para quem deseja chegar à liderança, manter-se ou formar líderes

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Liderança de pessoas não segue uma fórmula pronta. Dois líderes tentando aplicar as mesmas estratégias obterão resultados muito distintos.

Luciano Alves Meira
Luciano Alves Meira

O especialista em desenvolvimento humano, Luciano Alves Meira, listou 5 características fundamentais para aqueles que desejam chegar à liderança, manter-se nela ou formar líderes na sua equipe.

Segundo o consultor, algumas destas características só serão alcançadas com o tempo e a chegada da maturidade: “É preciso ser paciente, desenvolver competências e, principalmente, habilidades socioemocionais”.

1. Liderar requer anos de acúmulo de capital psicológico, mistura de fortalecimento da alma e desenvolvimento de competências.

Buscar o aprimoramento em competências técnicas e ter experiência na área em que atua são fatores importantes em cargos de liderança. Mas não são suficientes. Sentir-se seguro, inspirado e fortalecido espiritualmente ajudará os profissionais a tomarem suas decisões e enfrentarem os desafios do dia a dia. Esse estágio só é atingido se o profissional se desenvolver integralmente: mente, corpo e espírito. Liderar requer lidar com habilidades socioemocionais como autoconhecimento, autocontrole, sensibilidade, empatia e flexibilidade.

2. A coragem para assumir riscos e enfrentar resistências é desenvolvida em numerosas vivências e embates cotidianos.

É muito importante que o profissional tenha paciência e coragem para propor mudanças e expor sua opinião. Toda mudança proposta por um líder pode sofrer resistências, mas essas podem ser minimizadas pelos líderes que envolvem os colaboradores no processo criativo e decisório. Porém, se ainda assim houver resistência e se o profissional estiver certo de que suas atitudes são benéficas para todos, o líder precisará ter a coragem de seguir suas escolhas e enfrentar com tranquilidade os momentos de discordância. Os embates cotidianos podem fortalecer os grandes líderes, se esses souberem ouvir e estabelecer uma troca sincera.

3. O desapego para manter a integridade diante das provocações e tentações é fruto de escolhas sábias recorrentes.

As melhores escolhas levam os indivíduos a uma vida mais plena e de “sucesso” pessoal e profissional. O líder deve ser íntegro e manter-se fiel à sua essência ao longo da jornada. Se trair seus valores e convicções, enfraquecerá sua liderança.

4. A serenidade diante do julgamento maldoso e das calúnias só chega com a maturidade.

Muitas vezes nos deparamos com ambientes de trabalho formados por profissionais descontentes e frustrados. O bom líder é aquele que não se deixa levar por energias destrutivas, mantendo a serenidade diante de julgamentos injustos.

5. A sensibilidade e a flexibilidade para modular e alternar atitudes de delicadeza e de rigor é uma conquista disciplinada que poucos, muito poucos líderes alcançam.

Ser líder significa lidar com o desenvolvimento contínuo das pessoas, e esse é um tema que envolve complexidade, incertezas e ambiguidades. Os melhores líderes são aqueles que compreendem as necessidades e as potencialidades específicas de cada colaborador. Eles têm como objetivo liberar esse potencial, estão disponíveis para auxiliá-los e, acima de tudo, estabelecem relações de confiança no ambiente de trabalho, investindo em orientação e feedbacks constantes e sinceros. Ter a sensibilidade para entender e desenvolver as habilidades individuais de cada colaborador, aquilo que realmente o fará engajado e evitará o desperdício de talento e, consequentemente, uma baixa produtividade, é o que poucos sabem fazer. E diante de tanta pressão e falta de clareza, fica realmente muito difícil transitar entre a delicadeza e o rigor que a posição exige.

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