A que veio

12 de Fevereiro de 2014







Patricia, da KPMG: o reconhecimento da contribuição do RH ainda é tímido

Em todo o mundo, a atividade de gestão de recursos humanos enfrenta uma série de desafios interligados, tais como a necessidade de atuar em um ambiente de trabalho global e virtual e a premência de a área de RH oferecer valor tangível estratégico. De acordo com estudo idealizado pela KPMG International e realizado pela Economist Intelligence Unit, o recrutamento e a retenção de profissionais são percebidos como essenciais para o sucesso de qualquer negócio, apesar de líderes de negócios considerarem as atividades de RH não essenciais, e, em alguns casos, ineficazes. Assim, em um ambiente cada vez mais complexo, os setores de recursos humanos têm novos desafios a enfrentar e algumas percepções antigas a serem superadas. A pesquisa Repensando os recursos humanos em um mundo em transformação (Rethinking human resources in a changing world) procurou avaliar as forças que influenciam a atividade de RH nos negócios por meio de um levantamento feito com executivos no mundo.

De acordo com o levantamento, 81% dos entrevistados dizem que uma estratégia de gerenciamento de talentos eficaz será fundamental para o sucesso competitivo. Consequentemente, 59% afirmam acreditar que o RH vai ganhar maior importância estratégica nos próximos anos. Mas apenas 17% dos executivos ouvidos afirmam que o RH faz um bom trabalho demonstrando de fato sua importância para os negócios. A partir desses resultados, Robert Bolton, líder global e europeu do Centro de Excelência em Transformação de RH da KPMG, comenta que, no mínimo, o RH tem um problema de percepção, embora em muitos casos ele possa realmente não ter conseguido oferecer valor real. “Apesar de a globalização e a virtualização do trabalho representarem novos desafios, avanços na tecnologia estão oferecendo uma grande oportunidade para os profissionais dessa área atenderem melhor as necessidades de aquisição de uma força de trabalho dinâmica e em transformação”, diz.

Segundo Patricia Molino, sócia-líder de People & Change da KPMG no Brasil, apesar do grande esforço nas últimas duas décadas da área de recursos humanos para atuar de maneira estratégica, o reconhecimento dessa contribuição ainda é tímido, indicando que outros caminhos precisam ser percorridos para cumprir essa missão. “Pode parecer óbvio que as novas tecnologias da informação e comunicação têm transformado a área, mas lidar com as mudanças e com a quantidade monumental de possibilidades e escolhas que elas representam é, sem dúvida, um desafio enorme. Gerir essa transformação da maneira mais produtiva para os negócios será um diferencial competitivo. Se a virtualização de determinadas áreas e profissionais é um imperativo dos negócios, o desafio reside em manter a lealdade e a produtividade nas organizações, preservando a cultura empresarial e seus valores, por exemplo”, explica Patrícia.

As principais conclusões da pesquisa centram-se na necessidade de atingir a compreensão e a antecipação em relação Í s necessidades por uma força de trabalho global e flexível. Embora a tecnologia tenha gerado uma mudança profunda na atividade do RH, a grande oportunidade está assentada no uso efetivo de dados analíticos com o objetivo de melhor gerir a força de trabalho.


Solução definitiva
Ter sucesso no gerenciamento de uma nova força de trabalho global, flexível e remota é, portanto, uma das principais preocupações dos respondentes da pesquisa. No entanto, apenas um em cada quatro entrevistados afirma que o RH sobressai na aquisição e retenção de talentos mundialmente, estimulando a contratação de uma força de trabalho virtual e o aumento da globalização dos negócios. Os resultados do relatório apontam para o maior engajamento dos funcionários como a solução definitiva para os desafios em RH. Consequentemente, o raciocínio criativo deve ser aplicado ao desenvolvimento de novas políticas em recursos humanos que irão estimular o engajamento da força de trabalho que está menos comprometida com a organização. Para as empresas obterem sucesso, elas terão de encontrar maneiras de aplicar novas políticas globalmente e, ao mesmo tempo, acomodar as condições de mercado locais e a diferentes culturas.





Da ́sia Í  América Latina


Participaram do estudo 418 executivos da ́sia (32% do total), Europa (30%), América do Norte (28%) e América Latina (10%) de diversos setores de atividade, que transmitiram mensagens contraditórias segundo as conclusões da pesquisa.

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