Ajuda necessária

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Oferecidos para cuidar dos funcionários, os benefícios ligados à saúde às vezes são uma verdadeira dor de cabeça para os gestores de RH. Apresentando custos crescentes graças a uma série de variáveis como inflação médica composta por insumos hospitalares, medicamentos e honorários médicos, determinados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e adicionados à inflação oficial, esses itens do pacote de benefícios representam o segundo maior investimento de uma empresa em pessoas, depois da folha de pagamento, e, por essa razão, demandam um acompanhamento bem detalhado. E para dar conta dessa tarefa, a área de recursos humanos conta com a ajuda de corretoras e consultorias focadas nesses benefícios. E o que esses atores podem fazer para ajudar ainda mais ou para melhorar o serviço que oferecem? O RH responde:

Luciana Valansi / Crédito: Divulgação
Luciana Valansi

Programas de acompanhamento
“Ofertar programas de acompanhamento e gestão de doenças ocupacionais de forma preventiva, de modo a minimizar a utilização dos seguros saúde e ainda gerar um ambiente de trabalho saudável.” Luciana Valansi, gerente de RH da Webb.
 

Marcelo Scharra / Crédito: Divulgação
Marcelo Scharra

Alinhamento
“As corretoras devem estudar bem o seu cliente, principalmente o perfil dos colaboradores, e compreender os interesses da empresa contratante, pois somente assim poderão oferecer soluções que atendam a ambos os interesses. O desalinhamento com os interesses dos beneficiados ou com os da empresa pode fazer com que o investimento neste quesito seja enxergado apenas como custo. É importante que a empresa esteja sempre atenta ao valor investido nesse benefício, pois é muito comum que a empresa vá absorvendo o reajuste anual e em algum momento isso pode estar desalinhado com a sua capacidade financeira. Correto seria a consultoria ou corretora sempre buscar estabelecer um percentual dessa despesa sobre o faturamento e acompanhar junto ao cliente para que a relação não fique comprometida e, em determinado momento, tenha de romper ou não renovar contrato, trazendo prejuízo para a corretora, e um impacto muito grande ao cliente, pois qualquer alteração de benefício sempre gera algum desgaste.” Marcelo Scharra é consultor de gestão e RH da Inside Business Design.

Marcelo Gaspari / Crédito: Divulgação
Marcelo Gaspari

Gestão
“A resposta é gestão. Não basta as corretoras apresentarem alternativas apenas na época dos vencimentos das apólices. Cabe às consultorias acompanhar mensalmente o desempenho dos contratos e propor interferências imediatas, monitorando e assessorando os clientes a cada inconsistência de utilização e sempre adequando às práticas de mercado. Essa ação é, atualmente, mandatória, para os custos não dispararem.” Marcelo Gaspari, gerente de recursos humanos da Veloce Logística.

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