Aposta nas PMEs

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As seguradoras e administradoras apostam na expansão do mercado entre as cerca de seis milhões de pequenas e médias empresas (PMEs), que hoje representam 99% das organizações no país e são responsáveis por 20% do PIB (de acordo com dados do IBGE, Dieese e Sebrae). Os números atuais já impressionam. Os fundos de entidades abertas foram os que apresentaram maior crescimento em termos de valores administrados, passando de 24,2 bilhões de reais em 2001 para 269,1 bilhões de reais em 2011, um avanço de 1.011%. Os dados são de levantamentos da Fenaprevi e da Secretaria Nacional de Previdência Complementar.

Segundo cálculos da Icatu Seguros, o mercado registrou no primeiro semestre de 2012 um crescimento de 32% em relação a igual período do ano passado, com arrecadação de 33 bilhões de reais. A superintendente de vida e previdência empresarial da seguradora, Aline Motta, estima que entre as PMEs, a previdência complementar pode crescer mais de 50% até 2015. “Com um mercado mais competitivo, é imprescindível que elas busquem se diferenciar para atrair e reter talentos, e uma das formas de fazer isso é oferecer ou ampliar o pacote de benefícios com a previdência complementar”, diz.
“A presença dos planos de previdência complementar tem tudo para crescer entre as pequenas e médias empresas no Brasil, muitas já estão vendo a necessidade de oferecer o benefício para aumentarem sua competitividade. Há várias opções de planos e o importante é que a companhia encontre o mais adequado ao seu perfil e às suas necessidades”, ensina o consultor sênior da área de previdência da Mercer, Carlos Henrique Chavão.

As pequenas e médias empresas já representam cerca de 96% do total de empresas clientes da Bradesco Vida e Previdência em planos de previdência empresarial. “A adesão a um plano de previdência está muito mais ligada a um processo de maturidade da companhia, não é uma questão de porte. Antes de dar qualquer dica a uma pequena ou média empresa que quer oferecer o benefício a seus funcionários, é preciso parabenizá-la por estar pensando nisso. Depois, minha sugestão é que ela ´comece pequeno´, que escolha um plano com um desenho simples”, aconselha o superintendente executivo corporativo da seguradora, Carlos Eduardo Sarkovas.

Para o superintendente comercial da Brasilprev, Mauro Guadagnoli, o importante é que essas empresas de pequeno e médio porte façam uma escolha consciente. “Que seguradora escolher? Que empresas estão por trás do tal plano? Essas são algumas perguntas que precisam ser respondidas. A solidez da administradora é extremamente importante, assim como os serviços que ela oferece à empresa contratante, pois estamos falando de um benefício com duração de 30, 40 anos. É preciso analisar também as condições comerciais do plano.”

 

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