Gestão

Aumento da demanda

20 de Janeiro de 2014
+ Estudo
O estudo foi realizado on-line entre os funcionários com idades compreendidas entre 18 e 65 anos, trabalhando um mínimo de 24 horas por semana em um trabalho remunerado (não independente). O tamanho mínimo da amostra é de 400 entrevistas por país. A pesquisa foi realizada entre 17 de julho e 5 de agosto de 2013 nos seguintes países: Argentina, Chile, Alemanha, Itália, Nova Zelândia, Espanha, Reino Unido, Austrália, China, Grécia, Japão, Noruega, Suécia, EUA, Bélgica, República Tcheca, Hong Kong, Luxemburgo, Polônia, Suíça, Brasil, Dinamarca, Hungria, México, Cingapura, Holanda, Canadá, França, Índia, Malásia, Eslováquia eTurquia.

Em sua empresa, a exigência sobre as competências dos funcionários tem aumentado nos últimos anos? Se a resposta for afirmativa, mesmo em um ambiente de falta de mão de obra qualificada, ela se encaixa nos dados de uma pesquisa recentemente divulgada pela Randstad. Chamado de Escassez de habilidades – relatório trimestral de mobilidade, confiança e satisfação no trabalho, o estudo, que inclui o Brasil em suas análises comparativas, mostra que, em todo o mundo, 86% funcionários sentem que as organizações, hoje em dia, fazem mais exigências sobre suas competências. Especialmente trabalhadores no Brasil (94%), China (94%), Malásia (93%) e Espanha (91%) pensam dessa forma. Já funcionários húngaros não sentem essa mudança (66%).
Entre os fatores de exigências destacadas estão habilidades digitais (TI e mídias sociais) com 86%, educação e experiência (empatados com 76%) e as habilidades sociais (relações interpessoais) com 73%. Veja mais dados do estudo:

Responsabilidade

> Quem é o responsável por garantir que as habilidades e competências dos empregados correspondam às exigências de trabalho? A maioria dos entrevistados pensa que isso é uma responsabilidade compartilhada: 87% acreditam que é da responsabilidade dos empregadores, 81% acham que é mais um trabalho do empregado.

> O Brasil é o único país onde os funcionários veem uma maior responsabilidade para eles mesmos do que para as empresas quando se trata de preencher a lacuna entre as competências e exigências de trabalho (87% versus 76%).

As expectativas para o futuro

O clima no Brasil
Depois de algumas quedas nos últimos trimestres , a confiança dos trabalhadores finalmente aumentou, segundo o estudo. Na Suécia, Argentina , Japão, Malásia e nos EUA, a confiança em encontrar um emprego equivalente aumentou, enquanto na Alemanha, Hungria e Índia, a confiança aumenta quando se trata de encontrar um trabalho diferente. O Brasil é o único país onde os funcionários têm menos confiança em encontrar um trabalho diferente em relação ao trimestre anterior. Por aqui…

> … 94% acreditam que, hoje em dia, os empregadores exigem mais das competências de seus funcionários. Esse é o segundo maior resultado entre todos os países pesquisados.
> … três quartos (76%) consideram que os empregadores são responsáveis pela sincronicidade entre os requisitos de seu emprego e suas habilidades e competências, enquanto 87% acham que eles mesmos são responsáveis por isso.
> … mais de quatro entre dez brasileiros (42%) têm medo de que com o tempo eles não mais detenham os requisitos que seus empregos exigem. Mais do que isso, 96% dizem que farão qualquer coisa para atender aos exigências do seu trabalho.
> … os trabalhadores acreditam que, hoje em dia, as habilidades sociais (89%), as habilidades digitais (92%), educação (93%) e experiência (90%) são mais importantes do que cinco anos atrás. Os brasileiros também sentem que, no futuro, esses quatro componentes se tornarão ainda mais importantes para seus empregos.
> … parece existir uma mudança positiva no nível de confiança que as pessoas têm em encontrar um emprego equivalente. A expectativa de conseguir um emprego como o atual dentro de seis meses está em 65%, e a parcela que espera conseguir um emprego diferente está em 62%.

>Não só os funcionários sentem que os empregadores fazem mais exigências sobre as competências nos dias de hoje do que há cinco anos; eles também pensam que as exigências de trabalho vão se tornar maiores nos próximos cinco anos (76%).

>Especialmente na China (93%), Índia (92%), Malásia (91%) e Brasil (91%), os funcionários esperam que nos próximos anos as suas exigências de trabalho vão se tornar maiores. Na Espanha (57%) e Dinamarca (62%), os trabalhadores sentem essa tendência com menos força.

Preocupações para o futuro
>Apesar do fato de que 92% de todos os empregados (mundialmente) afirmarem que fariam  tudo para satisfazer as suas necessidades de trabalho, com as mudanças ocorridas ao longo dos últimos cinco anos e as expectativas para o futuro, um terço de todos os empregados (34%) teme que não sejam mais capazes para atender às necessidades de trabalho no
tempo requerido.
 
>Essa preocupação de não cumprir exigências do trabalho é mais alta no Japão (60%). Isso é notável, pois os japoneses são ao mesmo tempo os menos dispostos a fazer qualquer coisa para satisfazer as exigências de trabalho (57%). Especialmente os homens têm medo de não cumprir os requisitos (64% contra 56% das mulheres), enquanto eles estão mais dispostos do que as mulheres a agir sobre as exigências (61% versus 53%). O mesmo vale para os trabalhadores mais jovens versus os mais velhos: jovens trabalhadores japoneses têm mais medo de não cumprir exigências de trabalho, enquanto eles estão mais dispostos a fazer algo para manter-se atualizados.

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