CONARH

Brasil no modo sobrevivência

Karin Hetschko
15 de agosto de 2017

CEOs destacam a falta de protagonismo da classe
empresarial brasileira para vencer a crise

Estamos no modo sobrevivência. Essa foi uma das conclusões do 17º fórum de presidentes, apresentadas após a abertura do CONARH 2017.

Com o tema “Caminhos para reconstrução”, cerca de 75 CEOs de organizações com negócios no Brasil se reuniram para debates com representantes de RH sobre como o país pode sair da atual crise econômica, institucional e política.

De acordo com os apresentadores do painel no congresso, Vicky Bloch, Betânia Tanure e Luís Carlos Cabreira, o empresariado reconhece a falta de protagonismo no atual cenário. Numa pesquisa conduzida com os representantes das 500 maiores empresas brasileiras, apenas 5% consideram que o empresariado está influenciando positivamente na condução de políticas no Brasil.

“Não podemos apenas depender da classe política, que não nos representa, para conduzir novos rumos a este país. Precisamos de novas lideranças entre os empresários. Se esse movimento não ocorrer, nada mudará no atual cenário”, alertou Cabreira.

Outra conclusão do Fórum é que o país padece de novas lideranças e de um planejamento com interesses comuns, não fragmentados pelas diversas classes políticas. Por fim, o empresariado expressou a necessidade de reformas urgentes no âmbito previdenciário, político e tributário.

Presidente e superintendente abrem o congresso
Ricardo Mota, superintendente da ABRH-Brasil, ao lado da presidente da ABRH Brasil, Elaine Saad, conduziu a abertura da 43ª edição do maior evento de gestão de pessoas da América Latina.

Mota apresentou as oportunidades do CONARH 2017 e discorreu sobre o tema do evento deste ano “InfluênciAção”. Ele também apresentou ao público uma outra novidade para este ano: a Conahrita, um robô de IA, que será a mestre de cerimônias do evento.

A presidente da ABRH-Brasil, por sua vez, apresentou o cenário desafiador para o RH nos próximos anos. Na visão de Elaine, os profissionais da área de gestão de pessoas devem estar atentos às recorrentes mudanças. “Precisamos observar que os profissionais hoje querem ser inspirador, desafiados e incentivados”, destacou. Para ela, o RH precisa encontrar mecanismos para criar essas situações.

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