Gestão

Coach fala sobre o tema liderança

Da Redação
23 de outubro de 2019

A série campeã de bilheteria nos anos 80 no mundo inteiro acertou muita coisa que o futuro revelaria. Drones, pagamentos de táxis sem dinheiro, telas planas, entre outras, se confirmaram no século XXI. Entretanto, muitas outras ainda não são viáveis, tais como os carros voadores, o lixo como combustível (embora já haja testes) e a prioridade em pessoas por parte das organizações. Quem afirma é a coach Eliana Dutra, fazendo uma analogia com o filme, pois, segundo ela, desde aquela época e bate na mesma tecla de que o foco deve ser nas pessoas, mas, de fato, a prioridade ainda são os resultados, os números.

De acordo com a especialista, autora do livro Coaching – o que você precisa saber e também CEO da ProFitCoach, ao longo do tempo e até nos dias de hoje se fala muito sobre a importância do olhar mais humano por parte do líder, da diversidade e de uma cultura inclusiva, contudo os números não mudam e a realidade no Brasil ainda é de desequilíbrio. “Lembro-me que quando trabalhei na Mesbla, que teve sua falência decretada em 1999, ou seja, há 20 anos, essa discussão já era antiga. Isso significa que apesar da consciência das vantagens de mudança nos estilos de liderança já existir há anos, estamos sendo incompetentes para mudar o cenário e, literalmente, identificar onde estamos errando”, questiona Eliana.

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Para ela, hoje a palavra de ordem é diversidade, mas o que tratam como novidade, em verdade, representa atraso. “Há anos chamamos a atenção para isso. Realizamos eventos, debates, mas pouco se avança”, diz. Segundo a Coach, é necessário mudarmos de rumo, começando com uma reflexão, um mea culpa, reconhecendo que não estamos sendo eficientes pelo menos há três décadas.

Ela cita, por exemplo, o índice de mulheres em cargos de direção, dos quais apenas 16% estão nas mãos delas, e o salário diferenciado, no qual as mulheres ainda ganham 76,52% do rendimento masculino. “E não para por aí. A realidade dos negros nas organizações também chama a atenção. Eles ocupam apenas 10% dos cargos de chefia. O primeiro emprego ainda continua sendo um gargalo para os jovens e, mais recentemente, o público idoso, porém, ainda ativo devido ao aumento da expectativa de vida, passou a ser a nova vítima de um mercado fechado à diversidade”, afirma.

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Eliana lembra que estamos às vésperas de 2021, ano no qual o filme projetava a trama, mostrando um futuro inimaginável, mas ainda discutindo as mesmas coisas. “O discurso é redundante. É preciso que comecemos a rever os estilos de liderança desde a escola primária, já que os empresários, líderes e executivos, não estão dando conta dessas questões. Assim talvez levemos as discussões para um outro patamar para redirecionar a caminhada”, alerta a coach, concluindo que como diz o velho ditado: não é possível conseguir novos resultados repetindo hábitos antigos.

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