Gestão

Começar de novo

Ricardo Humberto
20 de Janeiro de 2014

A sensação inicial de que a vida não seria fácil após o término de três anos de regime fechado e um ano semiaberto nunca intimidou o funcionário C.A.S.B. a virar uma página pouco agradável em sua vida. Mesmo ainda em liberdade assistida, ele integra há dois meses o quadro de funcionários da área de pré-preparo de alimentos da Risotolândia, empresa paranaense especializada em refeições coletivas responsável por alimentar diariamente meio milhão de pessoas dos estados do Paraná e Santa Catarina. “Foi a oportunidade que almejei para a minha reintegração na sociedade: trabalhar para me distanciar do crime”, lembra.

A discriminação não se fez presente durante todo o período em que está na companhia, já que foi bem recebido pelos funcionários e, assim como os demais, é reconhecido por seus resultados. “Precisamos de pelo menos um voto de confiança de uma organização para mostrar que mudamos e queremos algo melhor para nossas vidas”, desabafa. Ele confessa que, entre os planos para o futuro, um deles é se aprimorar profissionalmente.

Em um mundo em que a escassez de mão de obra aflige muitas empresas, a história de C.A.S.B. pode servir de um bom exemplo. Exemplo não apenas de como preencher uma determinada posição na empresa, mas exemplo de como elas (organizações) podem contribuir para a ressocialização de uma parte da população brasileira. Segundo dados da organização não governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais, o Brasil possui a 4ª maior população carcerária do mundo, com mais de 500 mil detentos. Nesse ranking, ficamos atrás em número de presos apenas dos EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

Nos últimos 20 anos, a população carcerária no Brasil cresceu 350%, a mais alta do mundo. Nosso país foi o que mais criou vagas no sistema prisional nos últimos anos: em 1990, havia 60 mil vagas e, em 2012, 306 mil, um aumento de 410% e um déficit de pouco mais de 208 mil vagas nas 1.312 unidades prisionais do Brasil (veja box). Diante desse quadro, pensar em alternativas que ofereçam uma nova chance de recomeço de vida para essa população se encaixa perfeitamente – e ainda contribui para evitar que esses números piorem.  

Raio X da população carcerária
Além da dificuldade de reinserção a quem acaba de cumprir uma pena, o governo brasileiro tem um problema ainda maior para resolver: o déficit de vagas nas celas, que chega a quase 200 mil. Essa foi uma das principais críticas da ONU sobre o desrespeito aos direitos humanos no país em 2012. Ao ser submetido, ano passado, pela Revisão Periódica Universal – instrumento de fiscalização do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU –, o Brasil recebeu como recomendação “melhorar as condições das prisões e enfrentar o problema da superlotação”. 

Dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de 2010, indicam que mais de 134 mil presos têm entre 18 e 24 anos e 93,7% desse total é do sexo masculino. A população negra representa 275 mil, ou seja, quase 60% do total de detentos. E a formação educacional desses detentos é outra questão preocupante. Segundo o levantamento anual do Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen), do Ministério da Justiça, 65% dos presos homens não concluíram nem o ensino fundamental, e o número cai para 60% apenas quando se considera somente as penitenciárias de São Paulo. Porém, os números indicam também que a escolaridade dentre os presos já foi pior. Em 2005, apenas 7,6% tinham o ensino médio incompleto contra 11,7% em 2011. No mesmo período, a proporção de presos com ensino médio completo passou de 5% para 7,7%. Apesar de o tempo ser um ponto favorável para quem está preso voltar a estudar, pesquisas indicam que as condições físicas precárias e a falta de professores capacitados são as principais deficiências da educação no sistema prisional brasileiro.

A iniciativa de lidar com detentos e ex-detentos na Risotolândia surgiu em 2008, quando a empresa percebeu que precisava com urgência agir no resgate social dessa camada da sociedade, e passou a ressocializar internos da Colônia Penal Agroindustrial de Piraquara (PR), que possui 1,4 mil internos. A empresa integra o projeto Liberdade construída, realizado em parceria com a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania e a colônia penal, e visa a reinserção de detentos em regime semiaberto na colônia penal. A Risotolândia percebeu que também era possível suprir a falta de mão de obra para atividades operacionais como higienização de utensílios, jardinagem, limpeza de pátio e manutenção.

Contexto social
A gerente de recursos humanos da Risotolândia, Benildes Vieira, conta que a empresa nunca perdeu o foco de seu papel no contexto social. “Desde o início do trabalho, detectamos que os detentos desenvolviam as atividades com a mesma dedicação que os outros colaboradores. E então pensamos: por que não contratá-los quando saíssem em liberdade condicional?”, diz. Esse foi o mote para que a Risotolândia firmasse uma parceria com o Patronato Penitenciário, e assim recrutasse quem tinha interesse em permanecer na empresa.

Para participarem do projeto Liberdade construída, os interessados passam por um processo de seleção. Os profissionais da Colônia Penal Agroindustrial realizam com os demais candidatos exames com assistente social, médico, segurança, psicólogo. Na Risotolândia, desde o início do projeto, a empresa já contratou 23 ex-detentos, e, destes, sete ainda permanecem na empresa. Grande parte deles saíram em busca de outros desafios, como também ocorre com profissionais de outras companhias.

Um dos pontos que Benildes aponta como cruciais para o sucesso da iniciativa foi o envolvimento de todo o seu time, o que tornou mais fácil a chegada dos novos colaboradores. “Todos os funcionários sabem sobre os detentos e ex-detentos, pois desde o início do projeto se sensibilizaram, trabalhando lado a lado, numa convivência pacífica.” Nestes 15 anos, ela lembra que não houve qualquer resistência interna ou conflitos, o que resultou numa medida de inclusão positiva.

Quem reitera o sucesso dessa reinserção é H.V.S. Desde que passou a cumprir pena, esta é primeira vez que trabalha em uma companhia. “No começo, foi um grande desafio, pois achei que não seria bem recebido, e o medo da reação dos colegas de trabalho era constante”, lembra. Mas sentia que poderia ser uma excelente experiência. Aos poucos, ele percebeu que sua intuição estava certa, pois não poderia de forma alguma desperdiçar essa chance de recomeçar. “Hoje, sou mais feliz e seguro das atitudes que tomo, graças aos incentivos que tive tanto na penitenciária quanto na empresa.”  Após essa injeção de ânimo, o que ele mais quer é crescer na companhia que escolheu, ou foi escolhido, para abrir um novo capítulo em sua vida. Segundo Benildes, o segredo do sucesso dessa iniciativa se resume a uma palavra: igualdade. “Na Risotolândia, exige-se de qualquer funcionário respeito e dedicação ao trabalho”, diz a executiva.

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Baratear os custos

Benildes, da Risotolândia: projeto de ressocialização no Paraná

A vantagem é que os bons exemplos paulatinamente vão ganhando força. Embora não na velocidade e quantidade esperados. Jorgete cita, como exemplo de uma política de inclusão de ex-detentos bem realizada, o caso da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que tem uma política de gestão de pessoas inclusiva, o que é fundamental. Outra iniciativa é o projeto Começar de novo, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que disponibiliza, por meio de banner em sua página principal na internet, o cadastramento de vagas de emprego ou cursos por empresas e instituições interessadas em empregar ex-detentos. Outro avanço importante é a reserva de 5% das vagas das obras contratadas para os jogos da Copa do Mundo de futebol a ex-detentos, graças a um esforço conjunto do CNJ, Supremo Tribunal Federal (STF), Ministério dos Esportes e do Comitê Organizador Brasileiro da Copa do Mundo 2014. Nesse campo, só o governo paulista espera abrir 5 mil vagas de trabalho para esse segmento. O governo de São Paulo, assim como o de outros estados, conta com o apoio de parcerias no âmbito do programa de entidades como Clube dos 13, Sesi, Senai e Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). 

Como Benildes, Jorgete Lemos, Diretora de Diversidades da ABRH Nacional, acredita que muitas empresas ainda contratam ex-detentos como forma de obter mão de obra mais barata. Em casos como esses, muitas vezes parece imperar uma lei do silêncio: em geral boa parte dos funcionários com os quais esses ex-detentos ou detentos trabalham não levantam a voz para evitar esse tipo de situação por medo de represálias da empresa ou por puro preconceito com essa população. Ações como essas, praticadas por empresas, contribuem para uma reflexão: como uma organização pode ser punida por um crime desses?

Mundo afora, a Homeboy Industries, empresa sediada em Los Angeles (EUA), e que atua em diferentes setores, desde a alimentação, gráfica e dermatologia, é reconhecida como uma ação inovadora em reinserção. A companhia tem 300 funcionários e todos ex-detentos.

Exemplo paulista
Muito se discute sobre o papel do governo paulista na inclusão de quem cumpriu uma pena.  Dentre as iniciativas mais avançadas no país está o Programa Estadual de Inserção de Egressos do Sistema Penitenciário (Pró-Egresso), coordenado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert), que possibilita reinserir na sociedade os egressos do sistema penitenciário e adolescentes que cumprem medida socioeducativa. Além de cursos de qualificação profissional, a ação funciona por meio de um sistema de busca e ofertas de vagas de trabalho.

Desde 2010 já foram inseridos no mercado 14.760 egressos em todo o Estado de São Paulo e 220 empresas são parceiras do programa. Esse resultado é uma junção dos esforços da Sert, da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), da Fundação Professor Dr. Manoel Pedro Pimenta (Funap) e das empresas que cumprem o decreto n° 55.126 ou agem por responsabilidade social. As empresas interessadas podem disponibilizar suas vagas no site www.empregasaopaulo.sp.gov.br, no link “Pró-Egresso”.

Sair do estágio da contemplaço
Para especialista, a sociedade precisa ampliar suas práticas em prol da diversidade

Quando o assunto é inclusão e diversidade, Jorgete Lemos tem os olhos voltados para os próximos 10 anos. Graduada em Serviço Social e diretora de diversidade da ABHR Nacional, ela acompanha o tema há 30 anos e, apesar de perceber mudanças, adverte que ainda há muito a avançar. “Para cuidar da diversidade, principalmente quando falamos em detentos e ex-detentos, é preciso fazer além do trivial em atitudes e comportamentos compatíveis com o tema”, ressalta. Ela observa que se uma empresa não tem esse perfil de trabalhar com a inclusão, precisa se reposicionar com urgência. E lembra que se o governo não fizer a sua parte, o futuro melhor está remoto. “Enquanto a sociedade não tiver uma atenção à educação, em especial para o ex-detento, e as famílias não permanecerem firmes na manutenção dos valores éticos, tudo continuará estagnado.” A seguir, trechos da entrevista em que ela faz um panorama breve da inclusão no Brasil.
 
Em que estágio se encontra o tema inclusão no Brasil?
Considero que o estágio ainda é o de contemplação. As empresas contemplam a mudança, são conscientes e necessitam de estímulo para reflexão e ação. É um processo de mudança que requer autorrevisão de atitudes e comportamentos. Elas não esperavam o que está acontecendo no Brasil, com as manifestações e a reivindicação de direitos.

No caso dos ex-detentos, como as empresas nacionais recebem as pessoas que cumpriram pena?
Ainda com restrições, medo e desconfiança, infelizmente alicerçados na realidade da baixa retenção no mundo do trabalho. As estatísticas mostram que 70% dos egressos reincidem retornando ao crime e à prisão.  

O que é preciso mudar no empresariado brasileiro para que os ex-detentos tenham uma reintegração mais fácil na sociedade?
Informação viabilizada sob as mais variadas formas, visando realinhamento e reposicionamento de valores aplicados na gestão de pessoas.

Como RH pode ajudar nesse processo de admissão de ex-detentos?
Preparando o empresariado, particularmente os gestores. O profissional da área deve tomar essa causa também como uma de suas responsabilidades e aplicar seu conhecimento como coach junto aos gestores, por exemplo.
 
Qual o avanço para o futuro?
O essencial é promover o acesso à educação de qualidade a todos, num processo que contemple todas as dimensões dos seres humanos: física, intelectual, emocional, espiritual.
 


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Investir na mudança

A biografia e a atuação de Pinheiro, Coordenador da OnG Afroreggae, Indicam que vale a pena investir na ressocialização

Entrevista a Ricardo Humberto

Pinheiro, do AfroReggae: exemplo de inclusão e referência até para rivais

Chinaider Pinheiro, atual coordenador do Projeto Empregabilidade do AfroReggae, já foi um dos principais líderes do tráfico do Rio de Janeiro, na comunidade de Vigário Geral. Após cumprir pena durante 10 anos e 4 meses, deixou o crime depois de ouvir as súplicas da mãe para que ele mudasse de vida, temendo a perda de mais um filho. Nessa mesma época, ele foi chamado por José Júnior, um líder da ONG, para participar de um projeto que busca oferecer uma nova chance a quem precisa ser reintegrado à sociedade. Em entrevista durante o CONARH 2013, ele revela que sua principal missão é ir atrás de empresas que também abracem essa causa.

Quando você passou a ver como é importante a questão de inclusão de ex-detentos?
Na verdade quem notou esta importância foi o coordenador executivo da AfroReggae, José Junior, que me chamou para integrar a equipe, sabendo da minha experiência de vida, ou seja, largar o mundo do crime e buscar um lugar na sociedade.

A falta de perspectivas em uma comunidade e a sedução oferecida pelo chamado mundo do crime estiveram presentes na sua infância? Como?
Não. Minha infância foi maravilhosa. Tenho pais que se esforçaram muito para que eu e meus irmãos tivéssemos uma boa qualidade de vida, dentro de suas condições. Meu pai se aposentou como motorista de ônibus e minha mãe trabalhou muito como cabeleireira, manicure e confeiteira. Mas quis o destino que eu e meu irmão, quatro anos mais jovem, fôssemos para o lado errado. Meu irmão faleceu em 1996, então com 18 anos, e sinto muito a falta dele.

Como foram as suas oportunidades de trabalho na comunidade em que viveu?
Antes de entrar para a criminalidade, tive vários trabalhos, desde balconista de bar, office boy em uma corretora de seguros, e proprietário de um bar dentro da favela de Vigário Geral. Nos anos seguintes, integrei o crime organizado até que, depois de 10 anos e quatro meses de detenção, ganhei a oportunidade de integrar a equipe da AfroReggae.

As empresas olham com carinho para a questão da inclusão de ex-detentos? Por quê?
Em São Paulo, ainda não vejo muito isso, o que se dá pelo preconceito e pela falta de conhecimento do trabalho realizado pela AfroReggae nesse segmento no Rio de Janeiro. Tenho certeza de que, em breve, teremos muitos parceiros na capital paulista, mais do que os 50 que temos no Rio de Janeiro.

Como se deu seu engajamento na AfroReggae?
O José Junior foi o responsável pela oportunidade dada a mim. Ele foi à unidade prisional de Bangu III, onde eu estava preso, em novembro de 2008 para falar comigo. Ele sabia que em breve eu estaria em liberdade, e tomou conhecimento de um plano de guerra existente entre diferentes favelas, e que eu seria o responsável por colocá-lo em prática.

E por que ele escolheu você?
Ele mencionou a questão de que eu seria uma referência em transformação de vida, para que outras pessoas do crime pudessem ter também suas vidas modificadas. Digo uma referência positiva, pois, antes como criminoso, era uma influência negativa para a sociedade. O José Junior identificou que eu poderia ser usado para o bem e deu certo.

Como a AfroReggae possibilita a reinclusão desses cidadãos no mercado de trabalho?
Utilizando o seu prestígio e, por intermédio dele, concretizamos parcerias com empresas que nos cedem as vagas. Antes de encaminhar nossos candidatos egressos das prisões, conversamos com eles, para conscientizá-los do valor dessa oportunidade e a responsabilidade que possuem em mantê-las abertas, com um bom desenvolvimento profissional, para que muitos outros também continuem tendo essa chance.

Existe uma equipe multidisciplinar que prepare esses candidatos?
Estamos montando essa equipe na cidade de São Paulo, mas, por enquanto, esse trabalho tem como base o Rio de Janeiro. Apenas eu os preparo e, se necessário, antes de encaminhá-los para uma empresa, realizamos uma capacitação no Senai, uma das parceiras em nosso projeto. Na nossa sede no Rio de Janeiro temos assistente social e psicóloga, equipe essa que estará em São Paulo também.

Quais as principais dificuldades que a ONG encontra para reintegrar esses indivíduos?
A sensibilização de novos parceiros, principalmente aqui na capital paulista. No Rio de Janeiro, o trabalho é um sucesso, e mais de 1,5 mil pessoas tiveram a mesma oportunidade que eu. Muitos que me conheciam nos procuraram e isso foi noticiado de várias maneiras, fazendo que outros, até mesmo das facções rivais às quais pertenci, procurassem essa oportunidade também. 

O que seu novo trabalho agrega em sua vida no que se refere à gestão?
Tudo. Olha, eu dependo desse trabalho em vários aspectos, pois quando vejo o meu “filme”, ou seja, minha contratação se repetir na vida de outros egressos a cada novo dia, eu cresço mais. E até que eu me forme no curso de Direito, em que eu já estou no final, continuarei replicando a oportunidade que me foi dada. Depois, pretendo atuar como advogado.

Que tipo de vagas são mais comuns nesse projeto?
As oportunidades devem ser nos níveis operacionais, pois esses candidatos, em sua maioria, não possuem sequer o nível fundamental completo e muito menos experiência profissional.

Na sua opinião, como o governo deveria agir para que o recomeço fosse mais fácil para os ex-presidiários?
Primeiramente, ter uma fiscalização e fazer obrigatória a inclusão na porcentagem da lei para empresas que possuam prestação de serviços para o governo. Existe uma brecha que isenta a obrigação desse cumprimento no ato do fechamento do contrato, e isso para mim foi um erro grotesco. Depois, nossos governantes e nós, sociedade, deveríamos ficar mais atentos a essa questão. As estatísticas comprovam que 70% dos egressos reincidem por falta de oportunidade na recolocação no mercado de trabalho. Só o estado de São Paulo concentra quase 50% da população carcerária de todo o território nacional. São mais de 200 mil diante dos mais de 540 mil existentes em todo o Brasil.

E qual o resultado dessa falta de política para a população carcerária?
Com a reincidência, nós, cidadãos, somos vítimas do descaso e acabamos na mira dessas armas apontadas para nossas cabeças nas ruas. Devemos dar oportunidades para que não façamos parte da estatística de vítimas de violência. Para que aguardar mais uma vítima fatal, realizar passeatas e criar novas leis? O momento é de dar oportunidades e diminuir a violência.

Se pensarmos na questão social, qual a importânci de empregar pessoas que estiveram tanto tempo fora do mercado de trabalho?
A importância é que, ao recolocar essa pessoa no mercado de trabalho, matamos a fome dela e de seus dependentes. Com isso, diminuímos a violência existente.

Quais empresas já “abraçaram a causa” e mudaram a vida dessas pessoas?
A rede Estapar de estacionamentos, só no Rio de Janeiro, já teve em seu quadro funcionários, composto de 500 integrantes, 150 ex-detentos. Multiplique esse número por três, uma vez que, provavelmente cada um possui esposa e filho. Resolvemos junto a esse parceiro a questão da qualidade de vida de 450 pessoas.

 

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