Competências globais

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Dorival Donadão / Crédito: Divulgação
Dorival Donadão é consultor em gestão e desenvolvimento humano / Crédito: Diulgação

O volume de informações e os múltiplos canais de acesso disponíveis constituem um novo dado da realidade: é fácil dispor de uma enorme riqueza de recursos de informação. Mas esse mesmo volume representa uma grande dificuldade para o bom uso delas. A quantidade não irá gerar necessariamente o padrão de qualidade. Assim, é interessante conhecer o conceito das competências globais, uma síntese proveitosa para o líder construir uma trilha de desenvolvimento alinhada às atuais demandas. Sem esgotar o assunto, mas como uma provocação para autoanálise da liderança, seguem algumas dessas competências*.

Capacidade de cocriação a distância: a sociedade do conhecimento renova-se continuamente. Um dos canais ativados nessa dinâmica são os fóruns (chats) de debates, os grupos focais e as comunidades de práticas. Encontros virtuais são alternativas simples e de baixo custo. Interagir nessa rede de cocriação é uma competência vital para o líder.

Sincronização organizacional: o conceito básico da sincronização diz respeito à harmonização das estratégias internas (processos, sistemas e políticas) e estratégias externas (posicionamento, propósito e proposta de valor). As mudanças exigidas por esse sincronismo devem ser gerenciadas de forma integrada, a partir do diagnóstico situacional da organização. A competência que surge desse diagnóstico é aquela direcionada para a regência da mudança, tanto dos aspectos humanísticos quanto das dimensões estruturais. O líder terá de entender a empresa como uma Rede de Valor, com processos e setores interconectados.

Domínio do inglês: esse exemplo é tão simples quanto relevante. O domínio do inglês é sabidamente um aspecto fundamental nos ambientes globais, mas boa parte dos líderes não percebe a inevitabilidade desse aprendizado. Acontece que a arena global de negócios, a proliferação das multinacionais e a exigência de exposição dos executivos em eventos internacionais tornaram esse um pré-requisito elementar. Ignorar essa realidade é um empecilho costumeiro para os profissionais com potencial de competências em outras dimensões, mas que simplesmente “travam” quando colocados em contextos que exigem o domínio da língua inglesa.

Os próximos exemplos de competências globais exigirão muito mais. É o caso da competência de Liderança Diretiva Internacional (o líder dos líderes, em ambientes de negócios no exterior) ou, ainda, a Análise de Sistemas Complexos (a capacidade de decompor situações-problema em módulos de interpretação e resolução parcial, até alcançar a solução multidimensional). Para obter ganhos significativos de aprendizagem, precisamos do empenho e concentração no desenvolvimento das competências críticas que irão sedimentar a trilha de desenvolvimento do líder.

*Adaptado dos conceitos do Prof. Miguel Cárdenas, da San Diego Global Knowledge University

 

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