Compliance tende a não se manter na pauta principal das empresas em 2018

Da Redação
29 de dezembro de 2017

Com os escândalos de corrupção em organizações públicas e privadas, nunca se falou tanto sobre Compliance e Governança Corporativa como no último ano. Mas afinal, a preocupação e a mudança de cultura por parte das empresas irão permanecer daqui para a frente?

Para Renato Almeida dos Santos, sócio da S2 Consultoria e coordenador do MBA em Gestão de Riscos e Compliance da Trevisan Escola de Negócios, a tendência é que o tema, com o passar do tempo, torne-se secundário, o que pode voltar a ser um risco. “Naturalmente o assunto tende a não se manter na pauta principal da organização. Neste caso, é preciso criar estratégias de monitoramento contínuo, definindo procedimentos de verificação da aplicabilidade do Programa de Integridade ao modo de operação da empresa e criar mecanismos para que as deficiências encontradas em qualquer área possam realimentar continuamente seu aperfeiçoamento e atualização. É preciso garantir, também, que o Programa de Integridade faça parte da rotina da empresa e que atue de maneira integrada com outras áreas, como recursos humanos, departamento jurídico, auditoria interna e departamento contábil-financeiro”, alerta o especialista.

De acordo com Santos, as organizações que já iniciaram o processo de mudança em 2017 devem permanecer atentas aos seus valores e conceitos sobre o que é certo ou errado, deixando claras as diretrizes para seus membros. Além disso, será necessário tomar ações enérgicas contra os ofensores da cultura estabelecida. Isso ocorre por meio de apuração de atos anti- éticos e aplicação de medidas disciplinares, que minimizam a percepção de impunidade e reforçam a transparência e a ética. Já para aquelas organizações que simplesmente ignoraram o tema este ano, a dica do consultor é rever esse comportamento o quanto antes, seguindo alguns parâmetros básicos. “O primeiro passo para implantar um Programa de Compliance é ter o comprometimento e apoio da alta direção. Depois, definir a instância responsável pelo Programa de Integridade (que deverá ser dotado de autonomia, independência, imparcialidade, recursos materiais, humanos e financeiros para o pleno funcionamento) com possibilidade de acesso direto, quando necessário, ao mais alto corpo decisório da empresa. É preciso, também, estruturar as regras e instrumentos com base no conhecimento do perfil e riscos da empresa sem esquecer, é claro, de elaborar o código de ética e de conduta, as políticas e os procedimentos de prevenção de irregularidades”, orienta.

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