Conciliar a torcida e a produtividade

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Mariane Takahashi
Mariane Takahashi é diretora de marketing América Latina e Caribe da Polycom

O mundo todo está com grande expectativa para a Copa do Mundo. Porém, as companhias também devem se preocupar com o impacto e com as questões relacionadas à produtividade ocasionadas pelo evento. Será que a maioria das pessoas levará em consideração as políticas, a ética e a boa conduta profissional a ponto de evitar que as ausências transformem em um problema? No Brasil, os dias de jogos do mundial sempre foram motivos de dúvidas para as equipes de RH no que diz respeito a como gerenciar e lidar com os problemas relacionados à abstenção de funcionários, por exemplo. Que horas entrar, que horas sair ou mesmo disponibilizar um local para que todos possam assistir ao mundial. Em 2014, a situação é um pouco diferente e a preocupação ainda maior. No país do futebol, o mais importante acontecimento que envolve o esporte tem provocado uma discussão bem além do campo, que reflete no cotidiano, principalmente das grandes cidades.

O cenário é bastante adverso: de um lado a ansiedade do início dos jogos e a vontade de apoiar a Seleção Brasileira e do outro as manifestações e preocupações relacionadas ao deslocamento em dias de jogo, especialmente nas cidades sedes. As empresas devem parar? Os colaboradores conseguirão ir e vir de suas casas para o trabalho e ainda assim conseguir chegar a tempo de torcer pelo Brasil? O cenário econômico nacional permite uma paralisação e a perda de tantos dias de trabalho? Como o transporte público dará conta nesses horários de picos que antecedem os jogos da população que retorna para as suas casas e mais dos turistas que se deslocam para as arenas esportivas?

A pergunta é o que as equipes de RH farão para evitar prejuízos e ao mesmo tempo deixar os colaboradores menos aborrecidos e permitir que eles torçam por suas seleções? A resposta para essa pergunta é flexibilidade. As companhias que já têm essa cultura enraizada em seu dia a dia com certeza encontrarão uma maneira mais fácil de lidar com essa questão. Afinal, é o trabalho flexível que oferece a oportunidade para os funcionários de encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e sua rotina, incluindo responsabilidades com filhos, passatempos, atividades físicas. E, por que não replicar isso nos grandes eventos de mobilização mundial? A independência de como, quando e onde os colaboradores trabalham traz benefícios em qualquer época do ano, porém em situações como estas, em que é primordial evitar quedas na produtividade e ausência de funcionários, suas vantagens crescem ainda mais.

A vídeo colaboração é a tecnologia que permite às companhias suportar essas iniciativas e torna mais fácil às equipes colaborarem face a face e acessarem conhecimento remotamente, independente de sua localização. É a tecnologia responsável por superar distâncias e romper barreiras culturais para aumentar a produtividade dos colaboradores. Quase tão eficaz quanto o “estar lá”, a vídeo comunicação oferece os benefícios que surgem a partir da experiência da linguagem corporal, expressão facial e até mesmo do contexto do ambiente onde se encontra o colaborador. A mesma reunião que ocorreria em dias de jogos, com a presença do funcionário no escritório, pode ser realizada sem que ele saia de casa, enfrente o trânsito da ida e da volta e ainda corra o risco de encontrar com alguma manifestação pelo seu caminho.

É possível ainda compartilhar conteúdos e gravar essas reuniões. Sem falar que outros recursos de comunicação unificada, como os comunicadores que permitem interação entre os colaboradores e equipes mesmo de forma descentralizada. Pode-se ver quem está on-line e comunicar-se instantaneamente.

Muitas organizações estão começando a perceber que assumir uma posição severa, aplicando muitas regras, pode não ser o melhor caminho a percorrer, mesmo com o RH da empresa fazendo esquemas de “plantão”, o que pode fazer inclusive com que alguns colaboradores sintam-se prejudicados. Os seres humanos são criativos! Há mais de uma maneira de achar uma solução que seja boa para todas. Então por que não aproveitar para engajá-los e pensar que algumas regalias podem fazer com que se sintam na obrigação de retribuir a confiança depositada?

#L# A vídeo colaboração afinal permite uma comunicação eficaz com colegas em todo o mundo, assim como com fornecedores e clientes, em qualquer lugar que estejam. As pessoas podem trabalhar melhor quando trabalham juntas, independente de onde elas estejam. Os limites de localização física estão desaparecendo graças à tecnologia e as empresas que oferecerem essa capacidade, além de reter, irão atrair os melhores talentos. Tudo muito mais rápido do que seus concorrentes.

Os colaboradores com certeza ficarão muito mais felizes se puderem ao mesmo tempo trabalhar, aproveitar a Copa e ainda evitar transtornos. Com o apoio da tecnologia, eles podem ser produtivos mesmo quando estão fora do escritório, seja em casa ou até mesmo no estádio.

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