Corrupção empresarial

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Um estudo recente divulgado pela KPMG no Brasil com cerca de 500 altos executivos de grandes empresas do país mostrou que apenas 21% dos respondentes afirmaram que sua empresa não participaria de um ato de corrupção. Já o percentual dos que acreditam que a empresa cometeria um ato de corrupção ficou em 62%, contra apenas 17% que não tem certeza de tal prática.

Outro dado alarmante do estudo foi que 33% dos entrevistados afirmaram que sua empresa participou de um ato de corrupção nos últimos 15 meses. “É alarmante notar que 62% dos empresários brasileiros acreditam que sua empresa participaria de um ato de corrupção e 17% não têm certeza, ou seja, aproximadamente oito em cada dez empresas poderiam participar de um ato de corrupção”, afirma Gerónimo Timerman, sócio da área forense da KPMG no Brasil.

Ser objeto de fraude também esteve entre os assuntos pesquisados, e 85% dos entrevistados acreditam que isso seja possível em sua organização. Além disso, 55% afirmam que sofreram fraude nos últimos 15 meses. Sobre mecanismos de controle para coibir essa prática, apenas 7% dos casos de corrupção foram descobertos. Por outro lado, os mecanismos que mais ajudaram a descobrir estes casos foram informantes internos/boatos (22%) e linha telefônica para denúncia (19%). “Infelizmente estes dados mostram que a maioria das empresas passam por episódios de fraudes. Estas ações acabam por não permitir o crescimento pleno de um país. Por isso, é essencial que as empresas instituam programas antifraude e anticorrupção para combater e minimizar os riscos gerados por estas condutas”, finaliza o executivo.

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