Coworking, home office e a pluralidade de possibilidades

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    Por Jorge Pacheco*

    Nos anos 90, uma tendência chegou com força no mercado de trabalho, o home office. Ela consistia em uma pessoa trabalhar em sua casa, fazendo de sua residência seu escritório. As vantagens eram muitas, sem trânsito, sem o contato com terceiros, uma maravilha.

    No entanto, fazer da sua casa seu ambiente de trabalho traz algumas desvantagens. Primeiramente, precisamos ter clara a divisão entre local de trabalho e de descanso. Se isso não ocorrer, é como se morássemos no escritório, usando o banheiro do escritório, a cozinha do escritório e dormindo entre as mesas. Pode parecer exagero, mas ao longo do tempo é essa a sensação.

    Houveram diversas ondas ao longo dos anos, como as derivadas do próprio home office: o cocooning, no qual as pessoas se concentram totalmente em casa até mesmo para o lazer e o wealthy, que consiste em buscar o emprego que te garanta, em primeiro lugar, qualidade de vida e paz de espírito. Dentre essas e outras opções, eu aposto no coworking como a que melhor une praticidade e a possibilidade de total imersão nas atividades de trabalho.

    Apesar de todas as vantagens, estar em outro local garante que os problemas ou percalços da vida cotidiana por um período de horas fiquem da porta para fora. No coworking tudo é pensado para que quem trabalha lá tenha o foco apenas nas tarefas que precisa desempenhar. Seja em casa ou em um escritório tradicional, as contas chegam debaixo da porta, há o stress com a logística do local e outros fatores que podem prejudicar a performance. Pensamos o coworking como um ambiente que favorece o coletivo e extrai dele seu potencial total.

    Entendo que trabalhar sozinho possa render bons frutos, mas quando se está em um ambiente cheio de ideias e pessoas com a mesma vontade de crescer, isso potencializa todas as possibilidades. Um comunidade colaborativa, por exemplo, proporciona aos residentes uma gama enorme de oportunidades, crescimento profissional, amizades e muito networking.

    O importante é que, não importa seu estilo de trabalho, ele deve ser o melhor para si mesmo. No entanto, se você quiser um ambiente que seja melhor para todos, o coworking está de portas abertas.

    *Jorge Pacheco, CEO e fundador da Plug, empresa que utiliza a cultura de coworking.

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