Carreira e Educação

Cresce contratação de jovens aprendizes no primeiro trimestre de 2018

Cerca de 124 mil vagas foram ocupadas no início deste ano, no Brasil 3,3 milhões de aprendizes foram contratados desde 2005

Da Redação
18 de junho de 2018

Um balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho, em maio deste ano, mostra que mais de 124 mil jovens foram contratados após ingressarem no programa Jovem Aprendiz. 

De acordo com a Lei de Aprendizagem Profissional (Lei 10.097/2000), todas as empresas de médio e grande portes devem manter em seu quadro de funcionários jovens e adolescentes de 14 a 24 anos. Essas cotas variam de 5% a 15% por estabelecimento.

No Brasil, mais de 3,3 milhões de aprendizes foram contratados desde 2005 e para Antônio Alves Júnior, representante do Ministério do Trabalho, isso repercutiu na queda dos números de trabalho infantil e evasão escolar.

Para Marly Miyake, gerente administrativo do Grupo KSL Associados, o programa permite às empresas moldarem novos profissionais, pois geralmente seus candidatos são pessoas dispostas a aprender e sem vícios anteriores. Ao longo dos 5 anos em que o Menor Aprendiz foi empregado na KSL, 24 funcionários passaram e 6 já foram efetivados.

Miriã Soares conheceu o programa através de sua irmã e conseguiu entrar no mercado de trabalho aos 14 anos. Hoje, aos 16, ela é assistente de backoffice. “Eu amadureci muito como pessoa e como profissional. Por meio de campanhas internas, tive diversas oportunidades para demonstrar meu potencial, até ser efetivada”, comenta.

Já Débora Oliveira, de 21 anos, aproveitou a oportunidade do programa para realizar o sonho de cursar uma faculdade. “Ser Jovem Aprendiz me deu independência e estabilidade financeira. Com o programa consegui realizar meu sonho de voltar a estudar e adquirir mais responsabilidade”, analisa a jovem.

Ainda segundo o balanço, as ocupações nas quais os jovens tiveram mais oportunidade foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Marli acredita que o projeto é de extrema importância tanto para a empresa quanto para os funcionários.

“É muito gratificante ver o desenvolvimento pessoal dos aprendizes que além do aprendizado profissional, aprendem a se comunicar e se relacionar com os colegas. Muitos chegam com dificuldades de olhar nos olhos em uma conversa e com o passar do tempo se tornam pessoas seguras e desinibidas”, finaliza.

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