Crescimento do BRIC requer foco em RH

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    No início do ano, a notícia de que a China ascendeu para a segunda posição no ranking das maiores potências econômicas do planeta, ficando atrás apenas dos EUA, chamou novamente a atenção do mundo para o avanço fenomenal dos países que compõem o BRIC na economia global. Uma performance que se torna mais evidente diante do cenário de fragilidade dos países europeus, abalados pela crise econômica deflagrada em 2008, e do Japão, que, em meio às tentativas de se recuperar dessa crise, sofre duramente os impactos causados pelos recentes desastres naturais e nucleares. O crescimento da gigante asiática vem demonstrando que, de certa forma, os países desenvolvidos têm algo a aprender com os emergentes, que, por sua vez, têm muito o que intercambiar com o primeiro mundo e entre si para continuar avançando de forma sustentável.

    A China, por exemplo, traz como lição a importância dos investimentos em educação como fator de crescimento. “Não pode haver desenvolvimento econômico sem que os talentos que vão administrá-lo estejam prontos. A China investe fortemente em educação, inclusive atraindo centros de excelência americanos e europeus para o seu território, além de enviar chineses para se capacitarem no exterior. Sem profissionais qualificados não pode haver desenvolvimento sustentável”, assinala Nelson Savioli, diretor de Relações Corporativas Internacionais da ABRH-Nacional.

    Por entender que a área educacional é vital para o crescimento contínuo do BRIC nos próximos anos e que a área de RH tem papel fundamental para garantir às organizações a qualificação profissional demandada pelos novos desafios globais, a ABRH-Nacional, por meio da diretoria comandada por Savioli, organizará, em maio próximo, o inédito Seminário de Recursos Humanos dos Países do BRIC, cuja primeira edição terá como tema central Estratégias de crescimento e as competências profissionais exigidas .

    “Creio que é uma obrigação das entidades e dos profissionais de RH discutirem como governos, escolas e empresas podem e devem fazer para se antecipar às inevitáveis necessidades de pessoal treinado que o crescimento econômico acarreta. E, então, influenciar as políticas públicas dos ministérios da Educação, da Ciência e Tecnologia, do Desenvolvimento e do Trabalho. Estamos atrasados, mas ainda podemos recuperar o tempo perdido com a vontade política e o investimento precoce de todos os atores envolvidos no problema”, salienta Savioli.

    Co-organizado pela Diretoria Internacional da Fundação Getulio Vargas, com o apoio do Great Place to Work Institute, da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, o evento será realizado no dia 2 de maio, na capital paulista, para cerca de 300 convidados, entre dirigentes de empresas com atuação nos mercados que compõem o BRIC, executivos de Recursos Humanos, especialistas do meio acadêmico e representantes de câmaras do comércio, consulados e embaixadas.

    Durante o encontro, serão promovidos painéis e palestras sobre educação e desenvolvimento; a manutenção do crescimento do BRIC nos próximos dez anos e as competências necessárias aos líderes dos países que compõem o grupo. Leyla Nascimento, presidente da ABRH Nacional, informa que, ao final do encontro, será aprovada uma carta de recomendações para os responsáveis por políticas públicas dos quatro países, bem como para suas universidades e escolas técnicas, entidades empresariais e entidades representantes da área de RH.

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