Custo da falta de competências é alto para a economia mundial

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Getty Images

Pesquisa realizada pela PwC para o LinkedIn revela que a dificuldade dos trabalhadores em aprender novas competências ou em se adequar a diferentes setores custa 150 bilhões de dólares à economia global. Para chegar a essa conclusão, a pesquisa avaliou cinco variáveis-chave em onze países (Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Cingapura, EUA, França, Holanda, Índia e Reino Unido) e os ranqueou de acordo com a força de trabalho mais adaptada às mudanças.

Com colaboradores multilíngues e uma base de negócios internacional, a Holanda se posiciona em primeiro lugar no ranking, seguida por Reino Unido e Canadá, respectivamente. Por outro lado, os mercados emergentes, como Índia, China e Brasil, possuem as notas mais baixas devido à existência de menos setores maduros e da dimensão geográfica desses países que limita a mobilidade de talentos.
De acordo com a pesquisa, se os países pesquisados combinassem melhor competências e oportunidades poderia haver um ganho de produtividade conjunto equivalente a 130 bilhões de dólares e os custos com recrutamento poderiam ser reduzidos em 19,8 bilhões de dólares.

“Quanto melhor empregadores e empregados se adaptarem às novas circunstâncias e alinharem as habilidades com as oportunidades disponíveis, mais produtivas serão as organizações”, afirma Michael Rendell, sócio da PwC UK e líder global de gestão de capital humano. Para o vice-presidente de soluções de talentos e insights do LinkedIn, Dan Shapero, os países estão se diferenciando cada vez mais no mercado global devido ao seu capital humano. “Até agora tem sido um desafio para as empresas avaliarem as habilidades, conhecimento e experiência de sua força de trabalho devido à escassez de dados profissionais. Esperamos que os países aproveitem os insights descobertos na pesquisa para maximizar a eficácia do seu capital humano e criar mais oportunidades para sua força de trabalho”, diz.  

 

+ Variáveis-chave
O estudo Adapt to Survive analisou o número médio de vezes que os profissionais mudaram de setor no decorrer da carreira, de cargos, de promoções, de empregadores que tiveram em cada mercado e o número médio de vagas abertas divididas pela população economicamente ativa do país. Pela primeira vez a pesquisa cruzou dados de interações no LinkedIn (que possui 277 milhões de usuários) com informações de 2.600 empregadores cadastrados no banco de dados do PwC Saratoga.

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