Dito e escrito

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    Adriano Vizoni
    Thays Martinez

    Não basta apenas vencer a longa guerra de atração e retenção de talentos (que promete ainda durar). Manter as pessoas engajadas também é uma preocupação que vem se destacando cada vez mais na agenda dos profissionais de RH. E não apenas deles. Os principais líderes de uma empresa podem e devem fazer muito nesse sentido. Quem deu o exemplo foi o presidente da HP Brasil Oscar Clarke, durante palestra realizada no Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas (CONARH ABRH 2011), realizado em agosto do ano passado pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional). “Faça o que for necessário para que as pessoas estejam apaixonadas, comprometidas e motivadas [pelo trabalho]”, disse Clarke.

    Essa é uma das inúmeras frases ditas e registradas em nossa revista ao longo de 2011 que, agora, merecem um novo registro. Nessa espécie de vale a pena ler de novo, e tendo como gancho a questão do comprometimento, não poderíamos deixar de fora uma observação extremamente pertinente do professor e consultor Mario Sergio Cortella. Para que um profissional alinhe seus objetivos com os da organização, relação capaz de criar o engajamento (entre outras razões, sem dúvida), é necessário que ele tenha de forma bem clara o sentido do trabalho que realiza. E foi esse o tema de nossa edição especial de agosto, na qual Cortella afirma que “emprego é fonte de renda, trabalho é fonte de vida”. Vale lembrar, ainda, que essa mesma edição teve um sentido a mais para todos nós: foi um recorde de páginas!

    MOTIVAÇÃO
    “Faça o que for necessário para que as pessoas dentro da empresa estejam apaixonadas, engajadas, comprometidas e motivadas. Não existe coisa melhor que acordar pela manhã, olhar-se no espelho e dizer: ´Que bom, vou trabalhar!´”
    Oscar Clarke, presidente da HP (setembro)

    RETENÇÃO
    “O que não retém as pessoas em uma empresa, atualmente, é o comportamento da chefia. Se as lideranças não forem admiradas pelos colaboradores, é bem possível que você perca talentos.”
    Vicky Bloch, psicóloga, coach e diretora da Vicky Bloch Associados (fevereiro)

    DIVERSIDADE
    “Nas empresas, todos os dias milhares de funcionários talentosos são ignorados por equipes porque são diferentes ou por terem chegado há pouco na companhia. Essa postura reativa não os deixa mostrar o talento; não os deixa atuar em favor do grupo.”
    Thays Martinez, advogada e consultora (outubro)

    Adriano Vizoni
    Danilca Galdini

    SENTIDO DO TRABALHO
    “A escolha da carreira, e como construí-la, tem forte impacto em quem vou ser, tanto individualmente quanto no grupo social de relação. O ponto importante mesmo é o autoconhecimento. Toda carreira baseia-se no que temos de bom.” 
    Danilca Galdini, psicóloga (agosto)

     EDUCAÇÃO
    “Investir em educação deveria ser prioridade absoluta no país. O número de formados no ensino médio vem caindo significativamente. Consequentemente, os dados apontam um descompasso entre a quantidade de profissionais que se formam por ano no país e o número de colaboradores que as empresas precisam para suprir suas demandas.”
    Luiz Edmundo Rosa, diretor de Educação da ABRH-Nacional (setembro)

    REDES SOCIAIS
    “As organizações precisam encontrar maneiras de trazer a internet para os seus negócios.”
    Alexandre Hohagen, vice-presidente do Facebook para a América Latina, durante palestra no CONARH ABRH 2011 (setembro)

    INOVAÇÃO
    “Coloque o foco de sua criatividade em descobrir maneiras de aumentar o valor para o cliente. Descubra o que eles valorizam e o que desejam – amanhã, não ontem. Interaja e seja coinovador com o cliente em novos modos, usando canais diferentes, como a mídia social, por exemplo. Faça o mesmo com os funcionários.”
    Linda Naiman, especialista em criatividade e inovação e fundadora da consultoria Creativity at Work (janeiro)

    EGO
    “Não sou contra os egocêntricos, mas avalio que eles devem provar na prática por que são especiais. Se mostrarem resultados acima da média, a reação da equipe será compreender seus privilégios como recompensa por seu desempenho.” 
    Marcos Gomes, consultor da GR Recursos Humanos (agosto)

    MULHER
    “Na prática, o que fazemos é tratar grupos de colaboradores conforme a necessidade, e as mulheres têm necessidades diferentes.”
    Catarina Jacobs, gerente de benefícios e proteção à saúde da Ticket (março)

    AMBIENTE DE TRABALHO
    “Em mercados cada vez mais competitivos, em que a capacidade de inovação e entendimento do consumidor é fundamental, a cultura de performance é o meio mais eficiente para esse fim. E nada melhor do que ambientes transparentes e abertos para disseminar isso.”
    Liana Fecarotta, gerente de desenvolvimento organizacional da Unilever (agosto)
     

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