Gestão

Dos planos para a prática

Maria José Lopes
10 de Março de 2015
Maria José Lopes / Crédito: Divulgação
Maria José Lopes é gerente de RH da Accesstage / Crédito: Divulgação

As empresas passam por mudanças internas e externas. No primeiro grupo, uma transformação é evidente, mas pouco discutida: o novo papel das áreas de Recursos Humanos. As prioridades deste setor mudaram bruscamente nos últimos anos. Se antes o foco era o recrutamento, agora, o RH tem como objetivo tornar-se estratégico. Mas o que isso quer dizer? O setor deve deixar de lado suas atividades operacionais? Claro que não. A intenção é manter as atividades do dia a dia e encontrar caminhos para ser uma área mais alinhada aos objetivos de negócios das corporações.

Nessa perspectiva, sabe-se que o desempenho de uma empresa está ligado aos seus talentos e sua gestão. Os colaboradores formam um dos principais pilares de uma companhia e a sua combinação com processos bem estruturados e boas soluções é o segredo para atingir resultados. Então, além das atividades rotineiras, quais iniciativas o RH precisa realizar para tornar-se mais uma área estratégica? Abaixo, enumero alguns caminhos:

1. Visão abrangente – Procure ter uma visão do todo. Entenda quais os objetivos de negócios da sua empresa e o que a diferencia no mercado. Você conseguirá mapear as principais metas e será capaz de traçar um planejamento para auxiliar o alcance destes desafios por meio de pessoas.

2. Forças e fraquezas –
Analise todos os pontos fortes e fracos dentro da sua organização. Esse exercício permite ter uma visão mais ampla do momento da companhia e para onde ela deseja ir. Só assim será possível adotar iniciativas alinhadas aos objetivos de negócios.

3. Retenção –
Tão importante quanto um eficiente processo seletivo é a manutenção e aperfeiçoamento de uma política bem estruturada de retenção de talentos. Principalmente hoje em dia, quando temos de aprender a trabalhar com a geração Y, famosa por facilmente mudar de emprego.

4. Parceria – O RH deve atuar com o auxílio de outras áreas para as mais diferentes questões. Se antes o departamento entrava em contato com os demais somente para falar sobre a seleção de profissionais, agora, deve caminhar lado a lado de todas as áreas. Assim é possível manter-se atualizado e pôr em prática ações que antecipem as necessidades relacionadas ao capital humano.

5. Postura consultiva, proativa e resiliente –
É preciso movimentar-se! Buscar oportunidades, sair da cadeira para procurar situações que podem ser resolvidas e até mesmo aperfeiçoadas com o auxílio do time do RH. Ter jogo de cintura e inteligência emocional também são características fundamentais para conseguir lidar com o estratégico e o operacional ao mesmo tempo.

6. Operacional – Atividades operacionais, como a manutenção de banco de currículos, não podem ser deixadas de lado. É importante dar atenção aos processos rotineiros. Neste caso, existem softwares, aplicativos e outras tecnologias que auxiliam na automatização destes processos mais operacionais. Mantenha-se atualizado sobre as ferramentas no mercado. Assim você terá mais tempo para focar as estratégias.

 

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