Empresas com estratégias e equipes flexíveis acabam por inovar mais

Da Redação
17 de novembro de 2017

Planejar estratégias e, ao mesmo tempo, estar ciente de que pode haver alguma alteração repentina nesses planos é essencial para o sucesso. Definir metas, direcionar-se claramente de acordo com seus objetivos e traçar com eficácia o método são importantes fatores para se organizar de maneira clara, segundo Ana Julia Ghirello, fundadora da AbeLLha, incubadora que trabalha com startups. E o RH pode ser um parceiro estratégico nessa questão.

Na visão de Ana, para conduzir a inovação é necessário que o RH apresente a cultura da empresa para todos os colaboradores de maneira clara e transparente. “Se uma empresa não tem uma cultura pautada em gerar transparência, dar autonomia e espaço para o erro, a inovação nunca vai acontecer. Inovação e controle não funcionam juntos. O RH pode ser um agente central nessa transformação, fazendo a ponte entre todas os stakeholders (diretores, gerente, etc) e criando processos de forma estruturada e relevante. De acordo com ela, uma organização inovadora tem, acima de tudo, acordos e processos claros para que se possa dar contexto do todo e, assim, gerar autonomia para inovar. “Quando as pessoas entendem para onde a empresa vai e o papel delas dentro do todo, pensar em novos caminhos fica mais fácil e é um processo mais orgânico”, relata.

Mesmo quando há uma organização prévia, o planejamento está sujeito a mudanças repentinas, e isso acontece naturalmente, como por exemplo, dando espaço de fala para que os colaboradores sugiram alterações no ambiente de trabalho, não delegando as propostas de mudanças somente aos gerentes e diretores. “Deixar isso acontecer não é fácil, pois vai um pouco na contramão do que estamos acostumados: um planejamento detalhado, controlado e pronto para execução. Criar uma cultura onde todos se sintam confortáveis e exista processo para questionar uma estratégia ou projeto atual é, também, determinante”, complementa.

A seguir, Ana Julia lista quatro dicas para inovar dentro da empresa:

  • Propósito: essa palavra está gasta, mas se todo mundo dentro da sua equipe compra de verdade o sonho da empresa, pensar constantemente em como evoluir é uma tarefa infinitamente mais simples. O trabalho de tentar ser melhor, buscar novos experimentos e hipóteses virá mais naturalmente quando se acredita no que se faz. Nós da AbeLLha contratamos por propósito e valores compartilhados primeiro, habilidades vem depois.
  • Mindset experimental: criar uma cultura que celebra autonomia para a geração de hipóteses a serem validadas com experimentos é a melhor maneira de gerar um ambiente propenso a inovar. Deixar opiniões pessoais de lado e focar em respostas baseadas em dados é essencial. Tirar de campo o ego e se deixar ser questionado por todos é difícil mas enriquecedor.
  • Estrutura e disciplina: uma vez que se enxerga, a partir de experimentos, um novo projeto, nova ideia ou novo braço de negócio, é muito importante focar na continuidade da execução para que uma faísca se torne algo tangível. Muita gente deixar morrer uma nova ideia ou projeto em potencial por falta de foco, planejamento e disciplina.
  • Exercitar o desapego: saber entender que certos projetos, metas e tarefas talvez não estejam gerando resultados relevantes e cortá-los é importantíssimo. Mais importante ainda é ter uma cultura que permita esse desafio independente de cargo. Os seus “nãos” são a maior reafirmação dos seus “sins”.

Para finalizar, ela ainda resume: “planejar sem estar casado com o planejamento e dar abertura real para todos questionarem a sua estratégia!”

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