Entre o público e o privado

Thais Gebrim
11 de agosto de 2011

Quando se fala em gestão no mundo corporativo, não raras vezes, costumam-se fazer comparações entre as práticas das organizações dos setores público e privado. No cômputo geral, quase sempre o primeiro leva desvantagem, principalmente se o assunto é eficiência e modernidade. O mesmo se repete ao se fazer um recorte nas práticas de RH e gestão de pessoas, mas as exigências da sociedade em geral nestes novos tempos estão fazendo com que essa distância se reduza.

Divulgada em abril, a quarta edição do Estudo Nacional de Gestão de Pessoas no Setor Público, realizado entre dezembro de 2010 e março passado, pela PwC, analisou as políticas e práticas de RH de 24 empresas estatais e organizações públicas no Brasil. Entre as conclusões, o levantamento (veja mais ao lado) detectou que, alinhado com o que acontece no setor privado, o setor público, na comparação com o levantamento anterior, aumentou seus esforços e orçamentos na área de gestão de pessoas, principalmente na implementação ou reformulação de políticas baseadas em competências e no desenvolvimento de lideranças.

Entretanto, também é fato que a gestão de organizações públicas e privadas passa por particularidades e condicionantes não enfrentadas pelo setor privado. É com esse foco que o CONARH vai debater o papel da gestão de pessoas na administração pública e apresentar experiências em que, apesar das diferenças, se chegou a modelos bem-sucedidos. “A realidade das organizações públicas exige ação transformadora por parte de seus técnicos, gerentes e dirigentes”, diz o professor Bianor Cavalcanti, diretor Internacional da FGV (Fundação Getulio Vargas), que lidera o eixo Profissionais de RH na gestão pública.

Prática realista
Entre as atividades já confirmadas no congresso, o painel RH no setor público: Por uma prática realista vai reunir Marcelo Douglas de Figueiredo Torres, gestor governamental do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão; Fernanda Neves, subsecretária de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais; e Carlos Homero Giacomini, secretário de Planejamento da Prefeitura de Curitiba e presidente do Imap (Instituto Municipal de Administração Pública de Curitiba).

Também participará do evento Marcelo Neri, economista-chefe do Centro de Políticas Sociais e Laborais da FGV, na palestra Políticas públicas e estratégias empresariais convergindo nas ações de RH. Já o case Desenvolvimento de pessoas para resultados na rede municipal será apresentado pela secretária de Recursos Humanos da Prefeitura de Curitiba, Maria do Carmo de Oliveira. (TG)

Mais avanços
O estudo também concluiu que essa área poderia avançar mais na administração pública com uma atenção maior a ações que visem a, por exemplo, criar uma proposta de valor que aumente o comprometimento e engajamento dos funcionários com os objetivos e a estratégia da organização, ajudar os profissionais no direcionamento de suas carreiras e compreender o impacto do capital humano para alcançar os objetivos estratégicos e direcionar esforços para melhor aproveitá-los nesse sentido, avaliando os resultados com indicadores de desempenho consistentes.

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