Esforço reconhecido

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Há dez anos no comando do RH da Kimberly Clark, Maria Lúcia Ginte afirma que o programa de participação nos resultados melhorou o engajamento dos funcionários com as metas da empresa e acelerou o crescimento da companhia no Brasil. Hoje, todos os 3,3 mil funcionários contratados participam do programa que, segundo Maria Lúcia, é um sucesso devido a “comunicação clara, efetiva e periódica” das metas e resultados da empresa.

MELHOR – Como o bônus é calculado?
Maria Lúcia Ginte – Todos os anos definimos um valor para o cumprimento de 100% de nossas metas baseado em nossos resultados financeiros. Se cumprirmos integralmente a expectativa da companhia, pagamos o bônus total. Há um acelerador que chamamos de “superbônus”, pago quando superamos as expectativas. Ele pode valer até duas vezes o bônus combinado. E há ainda um valor menor, para o caso de não atingirmos 100% de nossas metas.

Como sabem se estão oferecendo um bônus competitivo?
Um fato natural é o desempenho da companhia. Vamos pagar premiações maiores se a empresa for melhor. Para desenhar o plano de participação nos resultados e toda a política de remuneração levamos em conta o que outras empresas de nosso setor e porte estão fazendo e contamos com o apoio de consultorias externas.

Que critérios entram no cálculo?
Metade do prêmio é definida pelo cumprimento de metas setoriais. Por exemplo, nossas fábricas não podem ter acidentes no trabalho, devem cumprir objetivos de produtividade e qualidade. Na parte administrativa, há objetivos bem claros de vendas e desempenho. Isso compõe metade do bônus. A outra metade é um cálculo simples do resultado da companhia em seu balanço anual.

Os critérios são os mesmos para todos, até para os diretores?
No caso da diretoria há alguns componentes específicos. Não levamos em conta só o resultado da Kimberly no Brasil, mas também o resultado da companhia no mundo. Isso porque entendemos que nossos diretores têm um compromisso não só com a operação de seu país, mas também o dever de ajudar nos resultados da empresa em todos os locais onde ela atua.

Os critérios são os resultados financeiros dessas operações? Ou há critérios qualitativos?
Levamos em conta os dois. Por um lado, a companhia precisa entregar bons resultados. Por outro, há o fator “como chegamos até esse resultado”. No caso dos diretores há uma avaliação de cada um deles para medir componentes individuais e seu alinhamento com os valores da companhia.

Especialistas dizem que as empresas falham ao não comunicar metas e objetivos…
Temos um cuidado especial com isso. Nas fábricas, mantemos um quadro atualizado mensalmente com nossas metas no ano e os resultados da empresa. Já na parte administrativa o acompanhamento é online, por meio de softwares de gestão. Além disso, o gestor deve conversar com seu time para falar do progresso das metas da empresa e de sua área. Mais do que engajar os colaboradores, essas conversas ajudam a corrigir desvios de curso e dar suporte a trabalhadores que estejam enfrentando problemas pontuais em suas funções.

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