CONARH

Experiência do consumidor deve ser levada para o trabalho

Vanderlei Abreu
16 de agosto de 2017

Estudo Workforce of the future, da Accenture, destacou as
novas competências que serão exigidas dos trabalhadores

Patricia Feliciano, líder de Talent Organization da Accenture

A Accenture promoveu uma pesquisa no início de 2017, intitulada Workforce of the future em dez países incluindo o Brasil, e apresentada no Fórum Econômico Mundial de Davos.

Patricia Feliciano, líder de Talent Organization da Accenture comentou que até 2020 as pessoas estarão conectadas a ao menos quatro dispositivos e essa experiência de consumo tende a ser introduzida também nas relações de trabalho.

Por outro lado, Patricia destacou que as atividades mais operacionais devem ser automatizadas, e as pessoas devem ser desenvolvidas para trabalhos que agregam valor para a organização, alinhadas ao cliente.

Durante muito tempo as organizações trabalharam sob uma perspectiva de direcionamento dos colaboradores para suas ações e a tendência agora é entender as suas expectativas e identificar o que faz diferença para suas entregas.

A pesquisa apontou que o trabalhador não é mais direcionado apenas por incentivos financeiros, mas também por um propósito e possibilidades de desenvolvimento.

Segundo o estudo, 82% das organizações já não estão mais baseadas em empregos fixos e aproveitam uma abordagem de “força de trabalho estendida” para preencher as lacunas de habilidades.

Até 2025, 75% da força de trabalho será composta por profissionais da geração Y e boa parte dela vai ocupar cargos de liderança.

Patricia ressaltou que as organizações vão competir pelos melhores talentos, independente do setor de atuação.

Hoje o Brasil tem 14% da força de trabalho formada por profissionais independentes e freelancers e até 2018, 41% será da chamada força de trabalho estendida.

Ela comentou que a Accenture se juntou a outras 30 companhias para fazer um trabalho de formação de jovens desempregados na Itália, que estava com um índice de 30% de desemprego nessa faixa etária.

A executiva ainda destacou que o papel da liderança é acelerar a qualificação dos profissionais, desenhar o trabalho para potencializar o humano, fortalecer a fonte de talentos e fazer o design de experiência que será oferecida aos colaboradores. “Nesse contexto, o design thinking deve se fortalecer nas ações de desenvolvimento”.

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