Experiência do consumidor deve ser levada para o trabalho

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Estudo Workforce of the future, da Accenture, destacou as
novas competências que serão exigidas dos trabalhadores

Patricia Feliciano, líder de Talent Organization da Accenture

A Accenture promoveu uma pesquisa no início de 2017, intitulada Workforce of the future em dez países incluindo o Brasil, e apresentada no Fórum Econômico Mundial de Davos.

Patricia Feliciano, líder de Talent Organization da Accenture comentou que até 2020 as pessoas estarão conectadas a ao menos quatro dispositivos e essa experiência de consumo tende a ser introduzida também nas relações de trabalho.

Por outro lado, Patricia destacou que as atividades mais operacionais devem ser automatizadas, e as pessoas devem ser desenvolvidas para trabalhos que agregam valor para a organização, alinhadas ao cliente.

Durante muito tempo as organizações trabalharam sob uma perspectiva de direcionamento dos colaboradores para suas ações e a tendência agora é entender as suas expectativas e identificar o que faz diferença para suas entregas.

A pesquisa apontou que o trabalhador não é mais direcionado apenas por incentivos financeiros, mas também por um propósito e possibilidades de desenvolvimento.

Segundo o estudo, 82% das organizações já não estão mais baseadas em empregos fixos e aproveitam uma abordagem de “força de trabalho estendida” para preencher as lacunas de habilidades.

Até 2025, 75% da força de trabalho será composta por profissionais da geração Y e boa parte dela vai ocupar cargos de liderança.

Patricia ressaltou que as organizações vão competir pelos melhores talentos, independente do setor de atuação.

Hoje o Brasil tem 14% da força de trabalho formada por profissionais independentes e freelancers e até 2018, 41% será da chamada força de trabalho estendida.

Ela comentou que a Accenture se juntou a outras 30 companhias para fazer um trabalho de formação de jovens desempregados na Itália, que estava com um índice de 30% de desemprego nessa faixa etária.

A executiva ainda destacou que o papel da liderança é acelerar a qualificação dos profissionais, desenhar o trabalho para potencializar o humano, fortalecer a fonte de talentos e fazer o design de experiência que será oferecida aos colaboradores. “Nesse contexto, o design thinking deve se fortalecer nas ações de desenvolvimento”.

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