Tecnologia

Feedback via twitter?

11 de agosto de 2010

Para as empresas que sentem uma espécie de insegurança em permitir o acesso, por parte de seus funcionários, às redes sociais, é sempre bom dar alguns conselhos. E lembrar alguns números: no país, 86% dos internautas acessam esses tipos de sites, sendo que cada brasileiro dedicou, em média, mais de cinco horas a eles. É o que aponta dados do mês de abril divulgados pela Nielsen, que apresenta um aumento de 24% nas visitas a essas redes durante o último ano.

Andrea Huggard-Caine, consultora de RH e membro do comitê de criação do CONARH 2010, aponta que os empresários dão algumas explicações para essa proibição de acesso: a primeira é que sobrecarrega a banda; a segunda é que os funcionários perdem muito tempo nas redes sociais; e, por último, por se preocuparem com o vazamento de informações confidenciais. Mas há saídas para isso, garante ela. “É muito mais uma questão de educação, orientação e conscientização dos funcionários, estabelecendo uma cultura de uso e boas práticas”, diz.

Ela ressalta que é necessário explicar que o uso inadequado da internet sobrecarrega demais o sistema, devendo ser evitado o download e visualização de filmes – mesmo curtos -, uso de rádios ou manutenção de programas em aberto quando não estão em uso. “Além disso, é preciso orientar sobre a conduta certa na hora de dividir informações, o que pode ser compartilhado, os cuidados em respeitar direitos autorais e deixar claro quando falamos em nome da empresa e quando falamos como opinião própria. É preciso lembrar sempre que o que foi colocado é permanente e devemos pensar nas consequências disso no futuro”, aponta Andrea.

Sendo o objetivo da organização o alinhamento e engajamento dos funcionários, Andrea dá a dica de que a geração Y tem a necessidade de pertencer a vários grupos e compartilhar conhecimento. “Os jovens são individuais na coletividade e a empresa pode usar isso a seu favor, criando uma ´tribo´ na companhia. Algumas já conseguem fazer isso, criando fóruns de discussões abertos. Dessa forma, todos podem participar e interagir. As outras gerações poderiam, inclusive, ser vistas como fonte de conhecimento”, explica a consultora, que lembra que esse será um dos temas do CONARH, Mídias sociais – a revolução da comunicação nas organizações, com Ethevaldo Siqueira, âncora da CBN e Fábio Tadashi, da Vivo .

Se para as gerações anteriores os feedbacks eram dados em reuniões mensais, trimestrais ou anuais, a geração Y carece de feedbacks rápidos e essa agilidade pode ser encontrada numa mídia social. “Um dos fenômenos que rege a construção da geração Y são os games que dão feedback instantâneo. Você sabe quantas vidas tem, qual a relação com o outro jogador e os pontos que conquistou. Então, os jovens esperam ter ´feedback twitter´, que são curtos e instantâneos, mas dão a oportunidade de saber como está caminhando e o que precisa para evoluir para o próximo passo ou fase”, exemplifica Andrea.

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