Gamificação: saia da zona de conforto e crie jogo corporativo

Karin Hetschko
19 de Fevereiro de 2018

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Não é de hoje que pessoas de todas as idades gastam seu tempo jogando. Ainda, com o advento dos aplicativos e smartphones, o que era passatempo se tornou hábito. Olhos vidrados e horas a fio, os games sabem mesmo como prender a atenção de pessoas de todas as idades. Sendo assim, por que não usar todo esse poder como ferramenta para o conhecimento? Foi este o viés usado para criar a gamificação, ferramenta usada pelo mundo corporativo que utiliza elementos da estrutura de jogos para além do entretenimento.

Como funciona esse jogo corporativo? Observando comportamentos, engajamento e visando resultados práticos. De acordo com o especialista Fernando Seacero, sócio-fundador da i9Ação, empresa que desenvolve jogos empresariais e soluções interativas de aprendizagem, a gamificação auxilia em diversos processos da área de gestão de pessoas.

“O game ajuda as pessoas a entenderem os diferentes cenários e a simulá-los. Desta maneira, fica mais fácil se adequar e utilizar um novo sistema de forma mais rápida e adequada”. Para ele, é mais que a oportunidade de errar antes de colocar em prática. “É errar, aprender, errar mais uma vez e continuar aprendendo num ambiente protegido”, afirma.

Fernando também ressalta que todos os games devem seguir o princípio de troca de experiência entre os participantes e que o envolvimento das pessoas no seu processo de criação é fundamental.

Game Jam

Além desse trabalho com as empresas, a i9Ação também desenvolve eventos abertos chamados de Game Jam. Uma ação que convida as pessoas a saírem da zona de conforto. Enquanto esperam apenas uma palestra sobre games, elas são surpreendentemente convidadas a cocriar um jogo. A metodologia usada pelos profissionais ajuda na cocriação, mas Seacero garante: “todos podem desenvolver games”.

Isso porque os conceitos-base são interatividade e a troca de experiência entre pessoas. Tanto na sua cocriação como na aplicação (no jogar), a troca de experiências, o diálogo e a tomada de decisões em conjunto são essenciais. “No Game Jam isso é potencializado porque para cocriar um game exige-se que a pessoa saia da zona de conforto e comece a pensar como uma equipe”, explica Fernando. “O trabalho em equipe está intrinsecamente ligado aos games, é um subproduto constante”, completa.

Os tipos de games variam com enfoque em questões como ética, política, soluções hídricas, mobilidade urbana, aquecimento global, entre outras. “Fazemos o Game Jam aberto para
profissionais de diferentes áreas ou fechado para um determinado segmento”, finaliza.

* Matéria originalmente publicada em http://eventoshbr.com.br/2017/09/14/game-jam-saia-da-zona-de-conforto-copy/

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