Gestão

Home office para RH: departamento também pode ser produtivo em casa

Melhor entrevistou diretora de RH, que trabalha em home office parcial e falou sobre a modalidade

Da Redação
11 de Maio de 2018

A modalidade de trabalho em home office, que permite ao funcionário executar suas tarefas em casa, é uma novidade – que já está ganhando espaço nas organizações – trazendo redução de custos para a empresa e qualidade de vida ao funcionário.

Muitas empresas já permitem, em diferentes áreas, esta modalidade, sendo que algumas são 100% remoto e outras parcialmente, onde o funcionário necessita ir à empresa em um período pré-acordado.

O RH está se adaptando à modalidade, criando práticas ao lado de líderes e estruturando uma metodologia de trabalho para aperfeiçoar a enrega de resultados a distância. E o departamento também vem experimentando o home office, como é o caso da Miranda Lopes, diretora de RH da ACI Worldwide, para América Latina. A revista Melhor entrevistou a profissional que falou sobre as vantagens que o home office traz para a empresa, participação do colaborador na cultura da empresa e outros assuntos.

Miranda Lopes. Foto: Divulgação

Miranda Lopes. Foto: Divulgação

A Reforma Trabalhista passou por recentes reformulações. Quais as diferenças entre praticar o home office na empresa antes e depois da reforma?
Antes da reforma, não havia previsão legal para esta modalidade de trabalho e os poucos casos eram negociados caso a caso, sempre em caráter de exceção e sem oficialização. Agora, é possível regulamentar esse tipo de trabalho dentro das empresas, o que é muito positivo tanto para as empresas quanto para os colaboradores.

Além da redução de custos, quais vantagens o home office traz para a empresa?
O home office gera um excelente engajamento dos funcionários que se beneficiam desta modalidade, além de ser um grande atrativo para atuais e novos colaboradores.

Como são tratadas as questões de participação dos colaboradores, no que tange o engajamento com a cultura da empresa?
Os funcionários remotos são incluídos em todas as celebrações e atividades que reúnem a companhia, portanto eles vêm ao escritório com alguma regularidade. Recentemente revisamos nossa estratégia corporativa e fizemos diversos jogos e atividades – e sempre convidamos e envolvemos os funcionários remotos. Quem não puder comparecer, ainda tem a oportunidade de participar de uma atividade com o time global de remotos, desenvolvida especialmente para eles. A ACI se preocupa muito em desenvolver conteúdos online dinâmicos para esse público.

Os auxílios necessários para os trabalhadores, variam de empresa para empresa e são feitas através de acordo, ou há leis que estipulam alguma ajuda de custo?
De acordo com a reforma trabalhista os equipamentos que serão utilizados mais comumente, como notebook e telefone, além de internet, devem ser fornecidos pela empresa.

Qual é o tipo de política de home office estipulada pela organização?
Globalmente, a ACI concorda com o trabalho remoto para funcionários que: levam mais de 45 minutos para chegar ao escritório mais próximo; têm boa performance; não possuem times na mesma localidade; e realizam trabalho que permite pouca interação com colegas. A concessão ao teletrabalho é revista anualmente.

Há a possibilidade de alguns colaboradores do setor de recursos humanos realizarem o home Office?
Sim, eu por exemplo. Essa decisão não é típica para profissionais de RH, mas no meu caso, por ter a maior parte do time fora do Brasil (apenas um estagiário fica aqui) e ser responsável por vários países da América Latina, concordamos que não alteraria muito minha condição de suportar a organização. Mesmo assim, visito o escritório uma vez por semana, para que os funcionários tenham oportunidade de interagir comigo em suas demandas.

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