Importante, sim. Mas estratégico…

17 de dezembro de 2010

Qual a principal motivação das empresas para desenvolver programas de qualidade de vida e bem-estar? Essas ações ocupam uma posição estratégica na gestão das organizações? Qual é a principal barreira para evolução de programas dessa natureza? Para responder a essas e outras questões, a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) resolveu ouvir a opinião de mais de 500 gestores que participavam do X Congresso Brasileiro de Qualidade de Vida, promovido pela entidade. Apesar de cerca de 80% dos respondentes afirmarem que as empresas têm se preocupado mais com a saúde e o bem-estar de seus colaboradores, um percentual um pouco maior (82,4%) aponta que os programas de promoção da saúde e bem-estar não ocupam uma posição estratégica na gestão das organizações.

E voltando a algumas questões acima, 41,2% disseram que o principal motivo para investir em qualidade de vida é a redução de custos com saúde, seguido pelo aumento da produtividade de seus profissionais (32,7%). “O que a chama atenção é que, no Brasil, as empresas que respondem à pesquisa identificam a questão da produtividade como muito relevante, é o tema ´número 1´ dos programas”, analisa Alberto Ogata, presidente da ABQV. “Em síntese, o estudo mostra a importância da gestão como um fator determinante do sucesso desses programas”, acrescenta. Confira, a seguir, mais alguns dados.

Quantos dos fatores abaixo você considera que estão bem resolvidos no seu dia a dia ?
  • Atividade física;
  • Alimentação saudável;
  • Equilíbrio entre vida pessoal e profissional;
  • Não fumar;
  • Medidas para gerenciar o estresse excessivo;
  • Cuidados preventivos em saúde.
Entre zero e um item assinalado:
13,4%
De dois a quatro itens assinalados:
59,8%
Cinco ou seis itens assinalados:
26,8%
Os programas de promoção da saúde e bem-estar nas empresas ocupam uma posição estratégica na gestão?
Sim:
17,6%
Não:
82,4%
Há um crescimento na preocupação das organizações com a qualidade de vida dos trabalhadores?
Sim:
80,4%
Não:
19,6%
O que mobiliza as empresas a manter programas de qualidade de vida?
Contenção de
custos com saúde:
41,2%
Produtividade:
32,7%
Moral e imagem:
18,3%
Reconhecimento e prêmios:
7,8%
Qual é a principal área envolvida com os programas de qualidade de vida?
Recursos Humanos:
61,9%
Saúde:
23,8%
Medicina ocupacional:
11,9%
Benefícios:
2,4%
Qual o maior problema relacionado ao estilo de vida nas empresas brasileiras?
Atividade física:
20,0%
Nutrição e obesidade:
12,5%
Estresse:
40,0%
Questões psicossociais:
25,0%
Com relação à produtividade, qual a principal questão que deve ser abordada nos programas?
Motivação e comprometimento:
51,9%
Absenteísmo:
7,8%
Presenteísmo:
26%
Acidentes no trabalho e doenças ocupacionais:
7,8%
Afastamento por doenças crônicas:
6,5%
Qual é a principal barreira para a evolução do programa?
Falta de recursos financeiros:
7,1%
 
 
 
 
Falta de apoio da liderança:
73,8%
Dificuldades operacionais e na gestão do programa:
10,7%
Restrições na participação e adesão dos empregados:
7,1%
Falta de boas ferramentas no mercado:
1,2%
Você usa a internet como ferramenta do seu programa?
Sim:
96,9%
Não:
3,1%
Você usa incentivos como ferramentas do seu programa?
Sim:
54,1%
Não:
45,9%
Quais as ações mais oferecidas pelos programas de qualidade de vida?
Ginástica laboral:
60,3%
 
 
 
Academia corporativa, grupos de corrida:
7,8%
Shiatsu, massagem, atividades de relaxamento:
17,0%
Programas de gerenciamento do estresse:
2,8%
Programas de alimentação saudável:
12,1%
 

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