Gestão

Iniciativas para cuidar de um capital bem especial

Da Redação
3 de outubro de 2014
Pesquisa GPTW / Crédito: Shutterstock
Pesquisa GPTW / Crédito: Shutterstock

De repente, alguém da sua família liga para você eufórico. As notícias são boas e envolvem uma viagem. Expatriação? Não. Algum curso em uma renomada escola de negócios dos EUA ou da Europa? Nada. O destino é a Disney. O objetivo: comemorar os resultados da empresa. E não vai somente esse parente, mas um bom número de funcionários. O que pensar sobre isso ou responder ao interlocutor? Diz o ditado que quando a esmola é grande até o santo desconfia e partindo deste adágio é até possível imaginar que o passeio do animado parente será devida e regiamente descontado do salário dele ao longo do ano — afinal, qual é a empresa que não dá ponto sem nó?

Ranking Nacional

A pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar é conduzida pelo Great Place to Work em 53 países. No total, envolve 6,2 mil empresas e 12 milhões de funcionários. No Brasil, a edição das melhores contou com 1.276 companhias participantes, representando mais de 1,6 milhão de funcionários.
Juntas, as 130 empresas representam mais de 644 mil funcionários e faturaram em torno de R$ 600 bilhões em 2013 (valor aproximado; nem todas as empresas divulgam o faturamento); crescimento de 2,2% em relação ao ano anterior. A rotatividade média dessas empresas foi de 22,2%; o percentual de demissões foi de, em média, 10%, sendo que as demissões involuntárias representam, em média, 14,6%. Os contratados do período representam, em média, 29,9% do total de funcionários.

O caso é que naquelas em que as pessoas são valorizadas e há um comprometimento genuíno da liderança e da gestão em cuidar bem delas, a história descrita é bem plausível. Na verdade, ela aconteceu, com algumas mudanças e menos carga literária, diga-se. A empresa em questão é a Acesso Digital que, mais uma vez, figura na lista criada pelo Great Place to Work com exclusividade para a revista MELHOR e que apresenta as melhores práticas das empresas consideradas excelentes para trabalhar no ranking nacional produzido pelo GPTW e Editora Globo. Em sua 9ª edição, a lista de MELHOR traz 17 companhias de destaque em 23 categorias (veja mais no quadro).

No caso da Acesso Digital, para evitar que possam surgir problemas na casa dos colaboradores (ou Seres Acesso, como são chamados) a empresa conta com o programa Grande Família. Por meio dele, é realizado um evento por ano, no qual os familiares dos colaboradores podem conhecer como a empresa funciona, sua gestão e, ainda, podem participar de um concurso chamado Realizando Sonhos. Ele tem como objetivo escolher dois ou três sonhos que serão realizados no semestre. Ano passado, a empresa criada por Diego Martins realizou três sonhos: uma festa de aniversário para a filha de um colaborador; trouxe os pais de uma Ser Acesso do Nordeste para visitar a filha e conhecer São Paulo; e levou a esposa de um colaborador para rever os avós que não via há anos no Nordeste.

Levar o jeito de ser da empresa e ter os familiares dos colaboradores por perto são, para a Acesso Digital, ações importantes que reforçam o vínculo com a empresa e criam um clima de confiança muito forte — e confiança é fundamental, como explica Ruy Shiozawa, presidente do GPTW Brasil: “O índice de confiança do funcionário para com a organização é um dos principais fatores para uma empresa figurar entre as melhores. Nos últimos 18 anos, a pesquisa mostrou que as empresas premiadas apresentam um alto percentual de funcionários com elevados índices de confiança. Nos primeiros cinco anos do estudo, 79% dos funcionários consideravam essas empresas excelentes locais de trabalho; desde 2007, os índices têm se mantido acima dos 80%”, detalha Shiozawa, acrescentando que em 2014 o índice de confiança é de 83.

Perfil profissional
A partir dos dados das 130 empresas, pode-se perceber que

Dos CEOS…
* a maioria tem, em média, 52 anos de idade;
* 32% têm formação superior na área de engenharia, 29% em administração de empresas e 6% em economia;
* a média de tempo de permanência dos executivos no cargo de CEO, no Brasil, é de 7 anos – tempo superior à média internacional apontada em estudos globais para as empresas em geral, que é de cinco anos;
* as mulheres continuam a ser minoria na presidência das melhores empresas para trabalhar no Brasil: apenas 9% das 130 organizações premiadas são comandadas por mulheres. No ano passado, 11 das melhores empresas do país eram comandadas por mulheres.

Dos RHs…
* 45 anos é a média de idade dos executivos da área, cujas formações predominantes são administração de empresas (25%), psicologia (20%) e engenharia (13%);
* a análise mostra a predominância feminina no cargo: 51% dos postos são liderados por mulheres;
* a pesquisa mostrou que a comunicação entre líderes e colaboradores continua em alta na percepção dos funcionários: quanto maior o número de feedbacks dados aos funcionários, maior o índice de confiança na organização;
* nas empresas premiadas, 44% dos funcionários receberam mais de três feedbacks por ano – nas não premiadas, o índice é de 36%.

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Empresas GPTW 2014

Desenvolvimento
E a confiança pode ser fortalecida por outros caminhos. No dia a dia, na relação com o gestor e na aposta que a empresa faz no funcionário. “Nesse aspecto, oferecer condições para que o profissional possa se desenvolver, dando a ele os meios e criando as oportunidades para isso, é fundamental. Ainda mais em um cenário de escassez de talentos”, acrescenta Gumae Carvalho, editor de MELHOR. E o medo de perder o talento depois desse investimento? “O risco existe, mas é bem menor do que o perigo de [a empresa] não apostar nisso.”

Sobre esse tema, vale destacar que entre as 130 empresas melhores para trabalhar, 86% oferecem planos individuais de treinamento para os funcionários, sendo que 48% investem mais de 50 horas de treinamento por ano por profissional; 64% investem até 5% do total da folha de pagamento em capacitação. Aliás, treinamento e desenvolvimento (39%), benefícios (21%) e desenvolvimento de liderança (20%) são as áreas de recursos humanos que receberam mais investimento.
Entre os programas eleitos destaque, por pelo menos 50% dos funcionários, estão as bolsas de estudos; 61% das empresas oferecem o custeio de cursos de línguas; 59% graduação e pós-graduação; e 39% cursos de ensino técnico. Entre os programas de desenvolvimento, 83% das empresas oferecem coaching; 58% mentoring; 43% programas de universidade interna; e 28% oferecem verba para que o funcionário escolha programas de desenvolvimento.

E não apenas educação e capacitação constam como uma das categorias da lista das empresas da revista MELHOR. Outras práticas como qualidade de vida e recrutamento e seleção, também integram a relação ao lado dos destaques para as melhores empresas por tamanho (grandes, médias nacionais e médias múltis) e demais dimensões adotadas pelo GPTW (orgulho, imparcialidade, respeito, camaradagem e credibilidade).

Quem trabalha nas melhores
Um dos destaques da 18ª edição da pesquisa é o levantamento do perfil dos funcionários das melhores empresas do Brasil:

* eles têm idade entre 26 e 34 anos (37%); 25 anos ou menos (30%); entre 35 e 44 anos (20%); entre 45 e 54 anos (11%); e mais de 55 anos (2%);
* na análise de gêneros, 53% são homens e 47% mulheres, sendo que 60% dos homens são gestores contra 40% de mulheres;
* o nível de escolaridade mostra que 45% têm ensino médio completo; 23% superior completo; 14% superior incompleto/cursando; 7% pós-graduação completa; 5% fundamental ou menos; 4% ensino médio incompleto/cursando; e 2% pós-graduação incompleta/cursando.

 

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