Intercâmbio corporativo: quando fazer?

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    Lilian Simões
    Lilian Simões, diretora da Essential Idiomas, consultoria brasileira especializada em idiomas para executivos

    Se te perguntassem agora: Quais são os seus diferenciais como profissional. Você saberia responder de prontidão? Essa é com certeza uma das questões mais feitas pelos recrutadores das empresas. Há muita gente capacitada, com experiência e com vontade de trabalhar, então se sobressair e pegar “aquela vaga” é uma tarefa e tanto.

    Ao longo da minha carreira tenho visto que aprender uma nova língua e compreender o contexto social de outras culturas têm se tornado uma obrigação para aqueles que querem crescer profissionalmente.

    No Brasil, o intercâmbio para executivos tem se popularizado e já não é difícil encontrar empresas que o oferecem como benefício. O principal objetivo costuma ser aprimorar a fluência dos profissionais. Alguns também acreditam que essa é uma boa oportunidade para o colaborador compreender melhor a cultura das empresas parceiras. Benefícios à parte, acredito que antes de definir o intercâmbio como uma ferramenta de aprendizado devem se atentar a alguns pontos.

    Para começar, é importante considerar que a maioria das empresas seleciona os profissionais que já possuem um nível intermediário ou avançado do idioma. Isso porque, uma viagem como essa proporciona um grande aprendizado em pouco tempo, mas não faz milagres. É preciso já conhecer relativamente bem a gramática e estrutura verbal do idioma, para que durante o intercâmbio seja obtida uma melhor fluência. Por isso é fundamental que o estudo de outras línguas anteceda a ida ao exterior. Pensando nisso, algumas organizações também têm investido em cursos que capacitam as equipes para isso.

    Na hora de escolher o pacote procure por aqueles com foco corporativo, ou correrá o risco de ter aulas junto a jovens e adolescentes que não possuem os mesmos objetivos de aprendizado. Normalmente no intercâmbio profissional as aulas são personalizadas de acordo com as necessidades do aluno. As turmas costumam ser menores, para atender melhor as dúvidas e dar mais atenção às dificuldades. Uma de nossas empresas parceiras, a EF intercâmbios disponibiliza um pacote direcionado para esse público, e obtém cada vez mais procura tanto das organizações, como de profissionais que querem fazer por conta própria.

    Outro ponto que merece destaque é que o intercâmbio não só favorece o aprendizado de idiomas, como também proporciona uma nova perspectiva de mundo para o executivo. Isso o estimula a fugir da zona de conforto, a buscar novas soluções e alternativas para problemas e questões cotidianas. As empresas costumam valorizar os profissionais que “pensam fora da caixa”, e nesse aspecto essas viagens representam um bom estímulo. É importante procurar por outras atividades fora da sala de aula para aumentar o conhecimento extracurricular.

    #L# Para quem tem interesse em ir por conta própria, há a possibilidade de realizar o intercâmbio durante as férias, já que o ideal é que o profissional fique ao menos 3 ou 4 semanas no país escolhido. Isso porque em um período de tempo menor fica mais difícil aprender novas expressões e gírias locais.

    Por fim, é preciso ter consciência que ao voltar de um intercâmbio os estudos devem ser mantidos, ou então a fluência e vocabulário adquiridos serão perdidos. Em tempo: há diversas formas de manter o aprendizado ativo e escolas que oferecem aulas direcionadas a esses alunos.

    Fernando Pessoa, conhecido poeta e escritor português, dizia que “para viajar basta existir”. Expandir os conhecimentos e buscar novas referências para aperfeiçoamento profissional nunca é demais. Costumo dizer que na bagagem de volta também vem um grande crescimento pessoal. Por isso, as empresas devem estimular seus profissionais ao estudo de idiomas, tanto aqui, quanto no mundo afora. Ambos só tendem a ganhar.

    *Lilian Simões, diretora da Essential Idiomas, consultoria brasileira especializada em idiomas para executivos.

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