Liderança que se sustenta

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    Assegurar um compromisso político renovado com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso alcançado e as lacunas remanescentes na implementação dos resultados das cúpulas sobre desenvolvimento sustentável já realizadas, bem como abordar eventuais novos desafios. Esses foram os objetivos traçados na elaboração da Rio+20, que o Brasil sedia neste mês, na cidade do Rio de Janeiro. Com base em dois temas centrais (a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza, e a criação de um marco institucional para o desenvolvimento sustentável), o evento reúne líderes de mais de uma centena de nações para traçar os rumos do planeta.

    A ABRH-Nacional participa desse grande debate por meio da organização de painéis sobre os chamados green jobs. O conceito vem ganhando o mundo corporativo, mas ainda gera dúvidas sobre o que de fato ele representa. Mas uma coisa é certa: essa nova onda vai demandar dos líderes uma nova postura, um novo olhar para o seu dia a dia e para o cotidiano da empresa em que atuam. Em outras palavras, teremos mais responsabilidade nas mãos da liderança.

    Por essa e muitas outras razões é que se reforça a necessidade de as organizações elaborarem programas de formação e desenvolvimento de líderes. Num mundo cada vez mais complexo, é preciso estar atento a tudo – o líder que o diga. Entre os cuidados nesse processo de criação e aprimoramento das lideranças atuais e futuras de uma empresa, alguns pontos merecem destaque. Um deles é trabalhar junto a esse público o autoconhecimento, a comunicação, a humildade (em admitir que não possui respostas para tudo) e a própria capacidade de gestão de pessoas.

    Esses itens parecem muito pequenos diante de tanta transformação e demandas na agenda corporativa, mas se transformam em grandes problemas para aqueles que não os entendem e para os quais se preparam. A ausência dessas características em um líder é sinal claro de que as coisas não vão bem para ele. Essa carência é o caminho mais curto para o fracasso do referido profissional e da própria empresa.

    Falar em desenvolvimento sustentável, como muito do que vem sendo feito neste mês em especial, é também garantir que os líderes tenham condições de vencer essas armadilhas, que possam caminhar sem tropeços para que a empresa e as demais pessoas ganhem velocidade e decolem.

     

     

     

    Leyla Nascimento
    Presidente da ABRH – Nacional

    Reprodução

     

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