Líderes na formação de líderes

Leyla Nascimento
19 de novembro de 2013

Uma das preocupações latentes de toda empresa, e que vem atravessando décadas, é a formação de lideranças. Cabe ao líder, em todos os níveis de uma organização, o papel de ser o guardião da cultura, bem como a fonte de inspiração e de exemplo para todos os demais membros que compõem esse tecido social chamado empresa. São os líderes que, no dia a dia, exprimem e vivem os valores sobre os quais uma companhia é criada. São eles que identificam, traduzem e ajudam a alinhar propósitos e significados no trabalho, conceitos tão fundamentais para garantir o engajamento dos colaboradores.

Com tanta importância, é justificada a necessidade de as empresas criarem condições para formar seus futuros líderes, a despeito da recente relativização do papel desse ator em uma organização. Sim, a contribuição de cada pessoa em uma companhia pode e deve fazer a diferença, permite gerar a descoberta de um novo nicho de mercado, de um novo produto ou serviço ou, simplesmente, pode “salvar a lavoura”, deixando o líder de lado na proposição dessa ideia. No entanto, o clima que propicia esse tipo de atitude, de contribuição e inovação, é sustentado por ele, o líder, que, de forma muitas vezes pouco percebida, cria a segurança e o espaço para que cada um aponte caminhos que podem mudar da água para o vinho os rumos de uma empresa. Situações como essa apenas reforçam o trabalho silencioso desses profissionais – e vale reforçar que o exemplo é uma pregação silenciosa.

A formação desse time de liderança demanda um esforço e atenção enormes por parte de uma empresa, e muitas vezes esse trabalho já começa nos primeiros momentos de um profissional na organização, como em programas de trainee. Mas é o contato com quem já tem mais experiência, seja de vida ou de mercado, dentro e fora do país, que irá contribuir bastante para o sucesso dessa empreitada. Nesse ponto, o papel da área de recursos humanos não pode ficar em segundo plano. Por mais que o ator principal seja o futuro líder, seu roteiro deve ser traçado com a ajuda do RH. Nós, profissionais dessa área, não podemos nos furtar a essa tarefa; somos impelidos a criar os melhores diálogos, cenários e atos para que a continuidade da companhia esteja garantida. Podemos até não ter o nome em letras garrafais no cartaz, mas teremos o senso de dever cumprido e a certeza de que o trabalho de líderes na formação de líderes é, muitas vezes, silencioso. Como o exemplo.

 

 

 

Leyla Nascimento
Presidente da ABRH – Nacional

Reprodução

 

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