Mais poder para elas

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    Em um mercado global competitivo, o desenvolvimento de lideranças femininas será cada vez mais importante para o Brasil. Esse é o recado de M. Michele Burns, presidente e CEO da Mercer, que, recentemente, esteve no Brasil. Para ela, se os setores público e privado não estiverem acessando esse grupo de talentos, estarão dando um sinal claro de desperdício inaceitável. “Um dos fatos em torno da participação do país em uma economia mundial é que as empresas de origem brasileira precisam pensar globalmente e atuar localmente. Sem uma força de trabalho diversificada, como é possível entender o seu mercado?”, questiona Michele.

    Em sua participação no Fórum Econômico Social, em Davos, na Suíça, a senhora destacou o papel e o desenvolvimento das mulheres como líderes. Como vê essa questão no Brasil?
    O país não pode desconsiderar o talento das mulheres como profissionais que contribuem para o crescimento e desenvolvimento contínuo da nação. Por ser um país em franco crescimento, onde a competição por talentos se tornará ainda maior, as empresas de sucesso e, aliás, também os países, serão aquelas que tiverem a competência para promover melhor o talento das mulheres. No setor privado, isso significa planejamento da força de trabalho, métricas de desempenho melhores e investimentos em pessoas, incluindo o desenvolvimento de liderança. Consideremos que metade dos talentos no Brasil seja do sexo feminino. Se os setores público e privado não estiverem acessando esse pool de talentos e explorando o potencial ganho de produtividade, podemos dizer que se trata de um desperdício inaceitável. Um dos fatos em torno da participação do Brasil em uma economia mundial é que as empresas de origem brasileira precisam pensar globalmente e atuar localmente. Sem uma força de trabalho diversificada, como é possível entender o seu mercado? Levando-se em conta que mais e mais empresas sediadas no Brasil se tornam multilatinas e multinacionais, isso se tornará ainda mais importante.

    Quais os principais desafios que as empresas brasileiras encaram no que se refere às melhores práticas?
    Um deles é o de desenhar programas de benefícios com uma relação entre custo e valor agregado aos funcionários. Ele é comum a empresas brasileiras de todos os portes. No que tange a cuidados com a saúde, há um interesse em como oferecer bons benefícios sem deixar de obter redução de custos. Em relação à aposentadoria, muitas empresas brasileiras estão em busca de consultoria integral, administração e consultoria em investimentos, especialmente dada à nova metodologia de contabilização para fundos de pensão, cumprimento às novas práticas internacionais e ênfase em governança. As necessidades das empresas brasileiras estão se tornando ainda mais sofisticadas em relação a benefícios estratégicos, gestão de talentos e pesquisas de empregados e engajamento.

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