Mitos e verdades

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Não é de hoje que jovens executivos e profissionais graduados nutrem o sonho de cursar MBA em excelentes escolas de negócios no exterior, mas o número de interessados tem aumentado a cada ano. Porém, o mercado se vê Í s voltas com mitos sobre o assunto que impedem profissionais de batalharem seu espaço em instituições estrangeiras. “Não é impossível custear seu próprio MBA no exterior”, explica Vivianne Wright, sócia e professora da MBA House, escola preparatória para exames internacionais de proficiência em inglês como GMAT (General Management Admission Test) e TOEFL (Test of English as a Foreign Language) e consultoria em aplicações para instituições de ensino fora do país. “A concorrência entre os jovens executivos incentiva a disseminação de ideias equivocadas sobre as possibilidades de estudo no exterior”. Para ajudar nessa decisão, Vivianne enumerou alguns mitos ou verdades sobre o tema, que merecem atenção.


MBA no exterior só é possível quando a empresa patrocina
Mito: atualmente, a fatia de mercado de alunos de MBA que recebem patrocínio integral das empresas é de menos de 6%. A maioria dos alunos de MBA está lá fora com um mix de recursos próprios e de financiamento de bancos internacionais conveniados com a escola.  “Mesmo empresas com histórico de patrocínio de seus funcionários em escolas de MBA estão preferindo contratações de alunos que já estão nesses cursos”, diz Vivianne. “Essa prática diminuiu nos últimos anos, principalmente durante a última crise”, completa. 


Financiamentos de MBA em escolas estrangeiras são muito difíceis de conseguir
Mito: quando o financiamento está difícil de ser adquirido pelo aluno por meio do banco, ele poderá conseguir financiamento da própria escola em que for admitido. “Tornar-se aluno de escolas de negócios de prestígio é garantia certa de conseguir financiamento”, explica a professora. Algumas pessoas acreditam que o financiamento só sai com avalista, o que não é verdade. “O fato é que quanto mais garantias (como um avalista do país onde o aluno vai cursar a escola) for oferecida ao banco, melhor serão as condições de negociação dos juros, que giram entre 8 a 11% ao ano”. As regras de financiamento para cursar MBA são as mesmas de qualquer mercado, porém o aluno terá como avalista a escola em que entrou. “Isso deixa seu caminho bem mais suave para consegui-lo e pagá-lo depois”. Já em escolas de menor reputação, algumas garantias serão sim pedidas como avalista residente no país e o pagamento de juros maiores ou até adiantamento de parte dele. 


É necessário inglês fluente para conseguir passar no TOEFL
Mito: claro que para quem tem inglês fluente, o TOEFL será mais fácil, inclusive para alcançar as notas exigidas pelas escolas mais competitivas. Porém, ao fazer cursos preparatórios, o aluno não terá uma melhoria significativa em seu inglês, pois o TOEFL, assim como o GMAT, é um treinamento técnico. “Muitas vezes, alunos que trabalham com pessoas que falam inglês acreditam ter bom domínio da língua, mas passam longe de saberem realmente de forma mais acadêmica, e nem por isso deixam de ter êxito em negociações, e portanto, no programa de MBA”, completa. 


As melhores universidades lá fora só aceitam quem tem bom histórico escolar no Brasil
Mito: é para isso serve o GMAT, pois seria impossível saber se o bom desempenho de um aluno foi pela sua qualidade ou porque a escola que cursou era fraca. “Claro que certas escolas de graduação são conhecidas pelos MBAs (FGV, USP, universidades federais) e elas já indicam que o candidato cursou uma boa escola no Brasil”, explica Vivianne.


Dependendo do país, não adianta falar só inglês, é fundamental falar a língua local
Mito: não é preciso ser fluente na língua do país para o qual o aluno vai seguir. Porém, a escola pode exigir que ele faça o curso da língua local durante todo seu MBA como condição, inclusive, para obter o certificado de conclusão. 


Os financiamentos só são liberados por bancos internacionais
Verdade: atualmente, não há nenhum banco brasileiro que tenha linhas competitivas de financiamento para os MBAs internacionais. “A tendência para o futuro é o aluno guardar boa parte dos seus recursos para pagar o curso e depender menos de financiamentos em bancos estrangeiros”, finaliza. 


Sair com um diploma de MBA perdeu força depois da última crise
Mito: mesmo em plena crise, os alunos de MBA estavam recebendo em média cinco propostas de emprego. E, na realidade, percebe-se um aumento significativo da demanda por profissionais com MBA no mercado mundial. “No Brasil, dos profissionais que se graduam no MBA, praticamente todos são absorvidos pelo mercado de trabalho”, atesta Vivianne. “Aqueles que optam por ficar no exterior permanecem fora por diferencial de carreira futura com mais agremiações multiculturais imprescindível nos dias atuais”, finaliza.

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