CONARH

Modernização das relações de trabalho

Vanderlei Abreu
16 de agosto de 2017

Reflexos da Reforma Trabalhista e da Terceirização frente
à Revolução Digital 4.0 e a gestão de RH

Lívio Giosa, Wagner Brunini e Wolnei Tadeu Ferreira

Wolnei Tadeu Ferreira, vice-presidente jurídico da ABRH Brasil, apontou alguns detalhes que vão afetar a gestão de RH, por exemplo, a longevidade do brasileiro subiu de 50 para 74,6 anos em meio século. Várias gerações já trabalham juntas num mesmo local de trabalho. A tecnologia é uma ferramenta importante para compartilhamento de conhecimento. E os trabalhadores atuam de várias formas.

Citando Klaus Schwab, Wolnei comentou que a nova economia on demand, os prestadores de serviço não são mais empregados no sentido tradicional, trabalhando de forma independente e na execução de tarefas específicas.

Ele ainda comentou que a 4ª. Revolução Industrial reúne as mais diversas tecnologias vai fazer com que as crianças que hoje estão no ensino fundamental vão trabalhar com sistemas e processos que nem existem atualmente.

O vice-presidente jurídico ainda ressaltou a automatização de atividades operacionais nos próximos dois ou três anos, fazendo com que haja uma grande migração de empregos com a extinção de certas funções.

Nesse sentido, ele apontou alguns itens da Reforma Trabalhista, como:

Valorização da negociação coletiva;
Flexibilização de jornada de trabalho;
Regulamentação do teletrabalho;
Fracionamento de férias, entre outros pontos.

O impacto para a gestão de RH será em questões como fracionamento de férias, equiparação salarial, meritocracia, entre outras ações.

Terceirização
Lívio Giosa destacou que a prestação de serviços é realidade no país desde 1990, com a introdução do conceito da Terceirização.

Para a área de Gestão de Pessoas, Giosa citou como maior desafio a decisão pela escolha entre a automatização e a utilização de mão de obra.

Segundo Giosa, o RH deve pensar em algumas premissas relacionadas à qualidade, preço, prazo e inovação tecnológica associado a disponibilização dos recursos metodológicos, materiais e humanos para a prestação do serviço.

Giosa ainda destacou alguns pontos da Lei da Terceirização como liberdade de relações comerciais entre as empresas com base nas premissas citadas anteriormente, reavaliação de fornecedores numa nova dinâmica de construção de valor para o negócio. E principalmente a segurança jurídica para a adoção desse modelo de gestão.

No setor público, Giosa destacou que a lei das licitações ainda é um impeditivo para a adoção plena da Terceirização.

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