Gestão

Mulheres estão mais presentes nas empresas, mas remuneração ainda é desigual

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6 de Março de 2015
Jorjete Lemos / Crédito: Divulgação
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Apesar das mulheres estarem mais presentes no mercado de trabalho, comparando dados de 17 anos atrás, a remuneração ainda é desigual. Em cargos de executivos e gestores seniores das empresas premiadas na lista GPTW-Brasil 2014, as mulheres ganham em torno de 29% menos que o salário dos homens, e apenas 9% são CEOs nas empresas. Embora os números sejam alarmantes a Associação Brasileira de Recursos Humanos – ABRH Brasil acredita na mudança gradativa deste cenário.

Quando o Great Place to Work publicou a primeira lista das Melhores Empresas em 1997, 25% dos colaboradores eram mulheres. Na última pesquisa, em 2014, esse número saltou para 47%. Contudo, ainda existem grandes diferenças salariais entre homens e mulheres. De acordo com Jorgete Lemos, diretora de Diversidade da ABRH Brasil, isso deve-se a uma questão cultural que está enraizada em nossa sociedade até os dias de hoje.

“Não basta existir uma legislação ou políticas que assegurem a diversidade dentro das empresas se as pessoas não se conscientizarem da importância dessas ações. A transformação deste cenário negativo para as mulheres depende da mudança de pensamento do ser humano, que quando são segregadores, são incompatíveis com as tendências de uma empresa democrática e com a realidade de um mercado competitivo”, explica a especialista.

Em cargos de gestão, a participação feminina passou de 11% para 40% nos últimos anos, mas a presença na liderança ainda é pequena – apenas 9% das mulheres são CEOs em empresas. “Falta respeito. Esse valor deveria ser exercitado em casa, junto aos grupos primários, na escola, no trabalho e sociedade. Respeito é um requisito vital ao ambiente de trabalho, que deveria ser perseguido por todos, obsessivamente. Para tal precisaríamos de uma educação focada, também, em cidadania, além de tecnologia”, alerta a diretora.

Empoderamento das Mulheres
A Organização das Nações (ONU) criou em 2013 os ‘Princípios de Empoderamento das Mulheres’, movimento que propõe uma visão 360 graus da participação feminina no mercado de trabalho. Incorporar práticas de liderança corporativa, respeitar os Direitos Humanos, além de promover a educação e capacitação das mulheres são alguns dos princípios. Para Jorgete projetos como este são os primeiros passos em direção a uma estrada longa. “Temos que reforçar valores e aos poucos equiparar os gêneros em todas as atividades sociais e economias, e dentro das organizações promover a sustentabilidade social. Se as empresas incorporassem estes princípios em suas práticas, com certeza, ampliaríamos os percentuais atuais quanto à equidade de remuneração e presença como CEOs nas empresas, finaliza Jorgete.

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