O Brasil precisa de uma explosão de mudanças

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Empresário da área tecnológica destaca que o Brasil
não está preparado para a Era Digital

Gil Giardelli apresenta conceitos da Era Digital

Technocracia, economia compartilhada, inteligência artificial, destruição criativa, machine learning, organizações autônomas, empresas unicórnios e muito mais. Em uma hora de palestra non stop, Gil Giardele, cofundador da Gaia Creative e Humanoide Brasil, deixou a plateia do CONARH sem fôlego com conceitos e práticas da Era Digital. E lembrou: “nada disso é futurismo. Está tudo acontecendo nesse momento”.

Com exemplos práticos de empresas e pessoas que investem em inovação, o palestrante foi enfático em dizer que as organizações e os profissionais precisam acompanhar esse movimento. “Nenhuma ideia deve ser jogada fora. A inovação passa por um processo em que primeiro as pessoas debocham dela, depois tentam proibi-la e, por fim, comprá-la”. Foi assim com a Kodak, que afundou por não apostar na ideia da foto digital, um invento que nasceu na própria organização.

Giardelli destacou que a liderança digital é um grande diferencial competitivo para as empresas.” Líderes Digitais são 26% mais lucrativos”. Mas o Brasil padece de líderes com essa característica. Apenas 9% dos nossos líderes são digitais, enquanto a média mundial é de 33%, de acordo com pesquisa apresentada pelo consultor.

Aliás, a julgar pela apresentação de Giardelli, o Brasil está bem atrasado no mundo business. “O capitalismo de cumpadre está nos desconectando com a Quarta Revolução Industrial”, referindo-se ao cenário político, econômico e empresarial do país.

Outro gap de nossa economia é a formação de profissionais. Para Giardelli, não há um pacto entre governos, empresas e academia para gerar centros de inovação.

O robô Now, um espetáculo de interação

Apesar dos muitos desafios e medos envolvidos nessa Era Digital, Giardelli indica que este é um caminho sem volta. Citando Alvin Toffler, o consultor lembrou que o “analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender, e reaprender”.

E o assistente de palco Now, um robô, mostrou ao público que ele não se encaixa no perfil deste analfabeto. Giardelli encerrou a apresentação conversando e ensinando novos truques para o Now.

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Foi subeditora de "MELHOR - Gestão de Pessoas" e hoje é colaboradora. Sua última empreitada antes de escrever sobre gestão de pessoas foi na área de comunicação corporativa, o que lhe rende até hoje boas pautas e impressões sobre este universo.
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