O custo do trabalho e a terceirização em debate

13 de julho de 2012
Reprodução
Morales: presença confirmada no Labor ABRH

> Mundialmente, a competitividade das empresas e dos países está em xeque neste momento de turbulência econômica, o que exige um esforço enorme para a manutenção da atividade produtiva, do emprego e da renda. E o Brasil, quando comparado aos países desenvolvidos e às demais nações emergentes, está em uma posição ainda mais complicada, por conta da relação custo do trabalho x produtividade e da lentidão com que essa questão é discutida.

Essa afirmação é de Magnus Ribas Apostólico, diretor de Relações do Trabalho da ABRH-Nacional, ao falar da inclusão do tema Competitividade no Brasil: Soluções definitivas e duradouras no Labor ABRH 2012 – painéis de debates sobre relações trabalhistas do CONARH -, por ele coordenado. As diferenças entre o Brasil e os diversos países com que compete, diz Magnus, são muito grandes. Isso porque países que apresentam renda maior dos trabalhadores têm o custo unitário do trabalho menor do que o do Brasil, seja pela incidência de encargos sobre os salários, seja pela produtividade. 

Entretanto, ao buscar caminhos para desonerar o fator “trabalho” no país, determinante para competir na comunidade internacional, é preciso considerar a realidade de cada setor econômico. “Não há uma fórmula única que possa atender às diferentes características de formação de custos dos diversos setores”, salienta. Entre os debatedores no Labor ABRH 2012 está Eduardo Zylberstajn, pesquisador da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, ligada à FEA-USP) e consultor do Banco Mundial, que conduziu uma pesquisa sobre o custo do trabalho no Brasil. Os resultados serão apresentados e discutidos com Renato Leme, superintendente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), e Gérson Schmitt, presidente da Abes (Associação Brasileira de Empresas de Software).

Ainda sem lei
Outro debate refere-se aos entraves enfrentados no país pela falta de uma legislação sobre mão de obra terceirizada. Há vários projetos de lei (PL) tramitando no Congresso Nacional, mas, para Magnus, a maioria inviabiliza a atividade. O PL mais adiantado e mais discutido é o 4.330/2004, que está na Comissão de Constituição e Justiça. Seu relator, o deputado federal Arthur Maia, participará do painel Perspectivas da Terceirização. “Será importante o RH debater com o relator do PL as necessidades e expectativas de suas empresas sobre um tema tão relevante para as atividades produtivas e geração de empregos”, diz Magnus.

Outro participante do painel é Vander Morales, presidente do Sindiprestem, sindicato das empresas de prestação de serviços terceirizáveis e de trabalho temporário, que vai levar aos congressistas a visão dos empresários sobre o PL e sobre a evolução do segmento no sistema produtivo.

Mais informações: www.conarh.com.br

 

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