Gestão

O desafio do crescimento

Luciane Medeiros
21 de novembro de 2011

Atualmente, a escassez de mão de obra é um problema que afeta empresas dos mais variados setores da economia. Independentemente da área de atuação, a busca por mão de obra qualificada está cada vez mais difícil, seja pela concorrência acirrada ou pela falta de capacitação dos profissionais disponíveis.

Nas pequenas e médias empresas (PMEs), a realidade não é diferente. Representando mais de 98% das empresas em operação no Brasil, segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de São Paulo, essas organizações são responsáveis pelo maior fluxo de trabalhadores no país. Porém, são companhias que mais convivem com riscos de falência e desestruturação interna, principalmente pela alta competitividade e gestão ineficaz. Portanto, necessitam de pessoas comprometidas, motivadas e que façam a diferença na empresa e pela sua valorização no mercado.

Assim, os pequenos e médios empresários precisam estar atentos à captação e manutenção desses profissionais. Atualmente, os jovens, ou a geração Y, formam um grupo em maior número de pessoas disponíveis no mercado e de grande potencial para aprendizado e comprometimento. Mas onde e como os procurar?

Essa geração pode ser facilmente localizada principalmente pelo acesso diário à internet, às notícias do mercado nacional e internacional, além de serem integrados em portais de empresas de recursos humanos, especializadas em recrutamento e seleção de pessoas. Para os iniciantes, que buscam as grandes empresas, os programas de trainees e estágios são a porta de entrada para essas companhias. No entanto, o processo seletivo para esses programas é acirrado e exige muitíssimo do candidato, desde formação superior, conhecimento teórico, até o domínio de outros idiomas e outras especialidades.

Já nas PMEs, por serem em maior número, o grande chamariz é o formato de trabalho diferente. Enquanto em uma grande empresa o jovem pode se sentir frustrado por não conseguir criar, desenvolver e expressar sua opinião em projetos e ações diversos, dado o formato dessas organizações, em uma pequena ou média ele pode ser convidado a inovar e a desenvolver os projetos que idealiza. Em uma PME, dificilmente um colaborador teria o sentimento de ser apenas “um em um milhão”. Isso porque, nesse tipo de organização, os funcionários trabalham mais próximos uns aos outros e o diálogo e troca de ideias é algo natural. Nessas empresas há uma dinâmica entre os funcionários e a própria direção, sendo que todos podem dar e receber sugestões. Esse é o grande diferencial de trabalhar em uma pequena ou média empresa: as oportunidades e a construção de relacionamentos são maiores.

O trabalho pode ser discutido não apenas na área de sua responsabilidade, mas sim com qualquer profissional que esteja próximo. A PME se traduz, na maioria dos casos, em oportunidade de vivenciar um ambiente menos hierarquizado, onde o profissional tem liberdade para expor ideias e, algumas vezes, mais oportunidades de crescimento.

Luciane Medeiros é consultora de RH responsável pelo recrutamento da Acesso Digital

 

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