O jeito de ser

25 de setembro de 2013

O conceito de cultura organizacional vai ultrapassando as fronteiras das empresas. O que parecia restrito a um determinado grupo, agora, cada vez mais, se expande e passa a atrair a atenção de muitos outros personagens, os chamados de stakeholders entre eles. Na verdade, sempre se olhou para esse jeito de ser de uma organização, mas talvez sem tanta atenção como agora.

Pensar em cultura organizacional é pensar em um conjunto de normas, comportamentos e valores comuns a um grupo de pessoas que compõem uma companhia. Em algumas corporações, esses itens aparecem escritos em belos quadros em paredes, espaço dedicado a palavras bonitas que tentam passar a missão daquele grupo, por exemplo. Mas nem sempre vale o escrito: em alguns casos, não vemos tais valores sendo praticados pelas pessoas; em outros, no entanto, a ausência de tais quadros não impede que os funcionários se comportem de acordo com os mais nobres valores estabelecidos implicitamente.

Isso nos leva à percepção de que cultura é inspiração e expiração. Cultura é prática e nesse exercício diário ela se mostra, se revela e se fortalece: é o resultado do modo como o gestor lida com o funcionário; como os pares convivem; como os serviços são prestados; como os produtos são feitos; como os processos foram pensados; como surgem as ideias; como se cuida das pessoas. Nesse movimento, vale frisar que cultura é, também, transpiração: é o trabalho dedicado dos líderes, dando o exemplo, vivenciando cada valor da empresa.

São essas características que tornam uma organização única. E até competitiva, por que não, quando se fala em atração e retenção de talentos. De fato, esses profissionais não hesitam em declinar um convite ou uma vaga de emprego se perceberem que o jeito da empresa não “bate” com o dele. A cultura é a razão desse alinhamento entre pessoas físicas para formar um ente jurídico coeso.

Ela é que vai criar um sentimento de identidade, unidade e participação, pois define um propósito comum e o compartilha. E assim ela se apresenta como o motor primeiro para o engajamento e comprometimento de cada um. Cultura, como veremos nesta edição de MELHOR, é um bem precioso que temos de cuidar todos os dias em nossas empresas.

 

 

 

Leyla Nascimento
Presidente da ABRH – Nacional

Reprodução

 

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