O poder da conexão

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Marcos Nascimento
Marcos Nascimento é partner da Manstrategy Consulting

Há muitos anos, escutei de um grande empresário que ele se julgava bastante “equilibrado” entre duas dimensões que a princípio poderiam ser consideradas antagônicas, mas que, no fundo, no mundo corporativo, são complementares. Ele considerava seus lados “mercenário” e “missionário” bem balanceados! Confesso que isso me intrigou, mas ao analisar mais profundamente e, com o passar do tempo, acabei por concluir que ele, de forma empírica e à frente do seu tempo, fez uma provocação estratégica muito importante.

A provocação era “por que não ganhar dinheiro e, ao mesmo tempo, ouvir, atender e se conectar com os consumidores, fornecedores, enfim, todos que importam para o meu negócio?”. E isso em uma época em que a conectividade e o que se conhece como “redes sociais” sequer existiam! Ou seja, o tal do Social Business já na mente e nas ações concretas de um empresário e de uma organização, buscando a integração do que se faz, do como se faz e do por que se faz para atender seus objetivos (resultados e metas) e sua missão (atender a uma necessidade social seja por meio de um produto ou de um serviço). Mas afinal, o que é o Social Business?

A definição que considero mais prática é: “a capacidade de uma empresa de produzir conhecimento de forma colaborativa, de gerir esse conhecimento e compartilhar informações, eliminando e acelerando processos e, com isso, de se aproximar de seus clientes, fornecedores e parceiros, inovando em soluções que atendam a todos seus stakeholders”. E talvez aqui é que paire a diferença fundamental entre uma rede social e um Social Business. Construir uma rede social hoje em dia, ligando pessoas, não é algo tão complicado, até mesmo para os imigrantes digitais (aqueles que não “nasceram” no mundo digital). O grande desafio é conectar essa “rede” aos processos de uma organização. E isso ainda é difícil, pois muitas organizações não se atentam que vivemos em um mundo em que “informação” deve ser adequadamente gerenciada, documentada, compartilhada – pois um Social Business precisa ter condições de se adequar às exigências legais, mercadológicas e de clientes. Concluindo: a tecnologia não vai provocar a transformação estratégica que se espera. Precisaremos de uma mudança de cultura, de mindsets e comportamentos.

#L# Social Business não é tecnologia, mas precisa dela! É estratégia aplicada à sua potencialidade máxima, pois conecta a demanda e a oferta de uma forma em que fazer dinheiro de maneira digna, criando valor para todos os envolvidos na cadeia, seja algo claro, entendido e aceitável. É ter a consciência de que uma organização equilibrada entre suas dimensões “mercenária” e “missionária” pode e deve ser respeitada e admirada! Como fazer isso? Por meio de humildade pedagógica, generosidade organizacional, curiosidade mercadológica e coerência estratégica! Social Business é tudo isso funcionando junto e alinhado! É um caminho sem volta. Acontecerá com você, sem você e apesar de você!

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