O RH no processo de transformação

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A empresa e a área de gestão de pessoas devem envolver todos
os colaboradores no processo de mudança

Com o mundo VUCA, tudo é uma inconstante. O que era a estratégia certa para a companhia no início do ano fiscal, pode ter sido alterado ao longo dos meses, seja pela mudança de mercado, ingresso de novas tecnologias etc. Dado esse contexto, é difícil encontrar uma organização que não passa por constantes mudanças. E como toda transformação corporativa deve envolver pessoas, a área de RH é protagonista nesse processo. Na palestra O Papel Estratégico do RH na Transformação Organizacional, a diretora de RH da Ontex Group, relatou como a área de gestão de pessoas é peça-chave nesse quebra-cabeça.

A trajetória profissional da executiva foi marcada por transformações organizacionais. Primeiro, quando ela estava à frente do Grupo de Comunicação RBS. “Nossa receita era basicamente oriunda da venda de jornais e publicidade, mas com o avanço das mídias digitais tivemos de rever toda a estratégia”, conta. Ela seguiu no caminho das transformações ao trabalhar na Caloi. Quando a empresa brasileira, fabricante de bicicletas, foi adquirida pela canadense Dorel Industrie, Claudia liderou o processo de transição e mudança de cultura na Caloi. E agora na Ontex Group, que adquiriu a Hypermarcas, ela replica a experiência de sua atuação anterior.

“Já dizia Darwin que as espécies que sobrevivem são aquelas que se adaptam. Eu diria que o discurso é o mesmo para o mundo corporativo. Se as empresas não se adaptam, muitas podem morrer”, sublinhou a executiva.

Todavia, explicou Claudia Weiler, para que essa adaptação seja identificada e faça parte da organização é preciso seguir um plano de transformação sem queimar etapas. Primeiro é preciso diagnosticar o problema, depois alinhar a estratégia com as lideranças para que estas possam, na sequência, cascatear as mudanças para os demais colaboradores da empresa e, por fim, efetivar a implantação da transformação.

“Nesse processo, o RH não pode ser aquele de gabinete. Ele precisa ser atuante, trabalhar como coach das lideranças da organização. Ser, de fato, um agente de mudança na organização”. Na visão de Claudia, só assim a empresa conseguirá ir do ponto A ao ponto B e implantar as mudanças de rumo.

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Foi subeditora de "MELHOR - Gestão de Pessoas" e hoje é colaboradora. Sua última empreitada antes de escrever sobre gestão de pessoas foi na área de comunicação corporativa, o que lhe rende até hoje boas pautas e impressões sobre este universo.
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