O sentido do trabalho

Udo Simons
12 de agosto de 2011
Danilca Galdini: o ponto mais importante mesmo é o autoconhecimento. Toda carreira baseia-se no que temos de bom (foto: Adriano Vizoni)

Alguns peixes se cumprimentam. Enquanto vão de um lado para outro do aquário, observam que, numa das mesas do restaurante em que estão, um companheiro deles acaba de surgir em um prato, pronto para ser devorado por um cliente. Diante da cena, um dos peixes resolve fazer uma pergunta: “Para que tudo isso?”. É com esse questionamento (e com essa cena) que começa O sentido da vida (The meaning of life), terceiro filme do grupo inglês Monty Python, lançado em 1983. Ao contrário dos filmes anteriores da trupe, este não apresenta uma história com começo, meio e fim – no sentido, digamos, mais comum. Por meio de sketches, o grupo tenta traçar a razão de existirmos na face da Terra, apresentando as diversas etapas da vida humana, desde o nascimento até a morte – numa espécie de começo, meio e fim, mas de uma forma um tanto anárquica como a vida pode parecer ser.

Nessa busca eterna pelo propósito da vida, o sentido do trabalho, também, é uma questão fundamental às pessoas, ainda mais quando se vivencia um momento de turbulências financeiras em alguns mercados e de mudanças cada vez mais aceleradas. E nesse cenário é
cada vez mais urgente a procura por um trabalho com mais significado, como revela o consultor Dan Miller. No livro escrito por ele, Segunda-feira nunca mais (editora Fontanar), fica claro que no mundo atual, não podemos simplesmente nos dar ao luxo de aparecer para trabalhar numa companhia, bater ponto e esperar sermos pagos pelo nosso tempo. “Muitos de nós fomos educados para acreditar que tudo o que precisamos fazer para chegar ao sucesso e à segurança é completar os estudos, arranjar um emprego na empresa certa, trabalhar uns 35 anos e esperar pelo tradicional relógio de ouro”, escreveu. “Mas esses dias pertencem ao passado. No volátil mercado de trabalho de hoje, um emprego dura em média 3,2 anos. Empresas desmontam planos de pensão, cortam benefícios como planos de saúde e trocam o relógio de ouro pelo bilhete azul.”

Isso não significa dizer que o mercado se tornou uma espécie de inferno ou que estamos condenados à uma vida de mediocridade financeira e a condições de trabalho de estraçalhar a alma. Isso significa dizer, segundo Miller, que precisamos mudar a maneira como pensamos nossos empregos. Ou, para outros, encontrar o sentido do trabalho. “Dada a quantidade de tempo que passamos trabalhando, a incapacidade de encontrar um trabalho com significado e com um propósito não é um leve passo em falso numa vida de outra maneira cheia de realizações; é um tipo mais profundo de fracasso, que pode fazer você se sentir todo o dia como um morto-vivo”, ressalta Miller. “Não é de surpreender que, frequentemente, escolhamos diminuir a importância do trabalho, reduzindo-o a um mal necessário cuja finalidade é nos fornecer um contracheque. Um trabalho que nos realiza, um trabalho que integra os nossos talentos com as nossas paixões, um trabalho feito com um propósito valioso sempre foi sinal de maturidade e sabedoria interior e exterior”, completa Miller, na introdução do livro.

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Sabedoria em reconhecer
“Faço sapatos e descubro, agora, que tenho o mesmo valor do doutor que faz livros” – essa frase foi dita ao educador Paulo Freire, que a utilizava para exemplificar os ganhos com a educação na vida das pessoas. Com ela, ele exemplificava a transformação de um “homem-coisa” em “homem-sujeito” pelo acesso à aprendizagem formal. Mas dessas sábias palavras podemos tirar outras lições. Uma delas diz respeito à importância do trabalho. Elas nos ajudam a refletir sobre o que ganhamos com ele – e não é apenas algo medido em valores monetários.

“Emprego é fonte de renda. Trabalho é fonte de vida”, adianta o filósofo e escritor Mário Sergio Cortella. O que nos motiva a pegar no batente, todos os dias, segundo ele, é nossa capacidade de identificação com a importância do que fazemos. “Por isso, nos tempos atuais, deseja-se o reconhecimento [das nossas atividades profissionais]; e tê-las como importantes, com valor positivo” reflete. Nos “tempos atuais” a que Cortella se refere, parece existir certa exaustão dos empregados em relação ao trabalho. “E muitas vezes, neste momento, eles ficam anônimos, se perdem, o que produz um grande desânimo, levando-os ao desalento”, enfatiza. E anonimato, nessa história, é o mesmo que falta de reconhecimento. O problema de não ter o trabalho reconhecido (que reforça o sentido dele) é grave, uma vez que, em geral, só conseguimos pensar sobre nós mesmos a partir dos outros. “Eu só sei que algo que faço é bom quando alguém, comigo, é capaz de apreciar, elogiar”, pondera Cortella.

O reconhecimento como uma das bases do sentido do trabalho também é algo destacado por Patrícia Próspero, diretora regional de recursos humanos para a América Latina da Zurich Seguros no segmento de Seguros Gerais: “Quanto mais você fizer uma atividade, exercer corretamente sua função, maior vai ser a sua recompensa. E assim, o sucesso é externado e percebido pelos outros, causando no indivíduo prazerosa sensação de bem-estar.”

Para ela, o trabalho consegue atingir três planos: físico, mental e espiritual. “O primeiro é a questão de agirmos visando atender aos nossos anseios perante a sociedade: é por meio do dinheiro conquistado a partir do trabalho que materializamos nossos sonhos, adquirindo bens, pagando contas, carro, viagens”, diz a executiva. Já o plano mental foca o aprendizado contínuo: você é exposto a novos desafios que o estimulam a se aprimorar na função que você exerce em uma empresa. O espiritual, por sua vez, é a grande realização pessoal, segundo Patrícia. “E vejo que é o principal fator dos pilares que sustentam os motivos pelos quais trabalhamos.”

Além do reconhecimento, outro pilar do sentido do trabalho é o conhecimento, aqui entendido para dentro e para fora do indivíduo. Em outras palavras: o autoconhecimento e o conhecimento criado por uma relação de transparência com os demais (sejam pessoas e instituições). Neste último caso, primar por uma comunicação clara e verdadeira, sem cinismos e hipocrisias, ajuda a pessoa a descobrir se naquela companhia está o trabalho com o qual ela vai se sentir plenamente realizada. “Num mercado em aquecimento, em que várias instâncias possuem mais vagas do que pessoas dispostas a ocupá-las, um dos critérios de adesão ao emprego é a veracidade daquilo declarado pela empresa como valor em relação aos seus funcionários”, pontua Cortella. Se essa relação não for transparente, todos perdem, como alerta o filósofo.

Benefícios de ter um propósito
Quando o trabalhador enxerga em suas atividades importância e valor para ele, para a vida das pessoas que o cercam e sabe que a empresa tem a mesma compreensão, há maior vitalidade mental e corporal por parte dele. “Há maior dedicação”, acrescenta Cortella. E há bons resultados. Para o filósofo, quando as corporações são capazes de produzir continuamente esse reconhecimento e indicar às pessoas qual é a missão, de fato, das atividades executadas, elas obtêm ganhos de produtividade, lucratividade e competitividade superiores as demais. E não é preciso ir muito longe para comprovar que esse investimento no capital humano traz resultados. Na verdade, basta irmos até a Harvard Business School, onde leciona a professora de negócios Cynthia Montgomery.

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Ela constatou, por meio de um estudo, que são necessários sete anos para uma empresa líder de segmento, com base no desenvolvimento de seus colaboradores, ser suplantada. O interessante dessa constatação é o fato de a professora ter comparado esse mesmo tempo de superação quando a empresa no topo de seu setor tem como principal estratégia de negócio a prática do preço de seus produtos: em apenas 60 dias ela pode ser superada por quem figura em segundo lugar. Se a referida empresa líder estiver nessa colocação pelo investimento em propaganda e publicidade, ela será superada em um ano.

“Empresas são resultado de pessoas”, observa José Roberto Marques, presidente do Instituo Brasileiro de Coaching (IBC). E pessoas evoluídas, com um propósito claro de vida e de trabalho, são necessariamente mais estruturadas com solidez financeira, espiritual e emocional, acrescenta o executivo. E ele conta que uma das formas de esse investimento em pessoas surgir é a geração de um “estado” propício para a receptividade, primeiro passo de qualquer trabalho. “Os envolvidos nessa dinâmica passam a acreditar uns nos outros. Os participantes desse processo oferecem reciprocamente o melhor de cada um. Ao oferecer o melhor de mim e receber o melhor do outro, surge uma ´terceira pessoa´, o relacionamento, que será o dobro de nós”, exemplifica.

Chegar a essa equação defendida por Marques requer uma boa dose de autoconhecimento. Por isso, é fundamental que o colaborador entenda como suas atividades profissionais afetam sua vida. No caminho dessa compreensão, todos precisam de orientação, seja ofertada pela empresa ou por investimento pessoal como, por exemplo, em cursos de aperfeiçoamento. Com esse investimento, as corporações passam a “ser mais humanas”, como define Marques. “O maior poder de uma companhia é ser simples nos relacionamentos entre seus colaboradores. Por isso, precisam se tornar mais flexíveis. Lembrando que, ao fortalecer as pessoas, obtêm-se resultados organizacionais são extraordinários”, complementa.

Porém, não são muitas as empresas que, de fato, têm a cultura da valorização das pessoas, como pondera o consultor da Value Point, José Luiz Bichuetti. Em outras palavras, o RH dessas organizações tem de, efetivamente, consolidar essa prática com ferramentas de feedback, análise de competência, vendo oportunidades internas. “E mais: o papel do líder é fundamental. Ele precisa conhecer profundamente os subordinados, entendendo o que os motiva”, acrescenta Bichuetti.

O grupo paranaense Gazin, que atua no varejo e atacado, comercializando móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, utilidades domésticas, consórcios, seguros e serviços, tem algumas dessas características “humanas” em sua administração. No mercado há 44 anos, emprega 1,1 mil funcionários e possui 167 filiais espalhadas pelo país. Sua gerente de recursos humanos, Viviane Thomaz, diz que o grande diferencial de mercado deles é a autonomia. “Nossos empregados são incitados à liberdade de expressão”, diz. Isso significa que as chefias estão receptivas às novas ideias sugeridas por qualquer um dos funcionários e até à mudança de atividades. “As pessoas podem pedir abertamente para mudar de setor. Elas serão atendidas se demonstrarem que suas qualidades estão adequadas à função desejada”, diz. Isso poderia ser um sinal de que a gestão compreende o grau de autoconhecimento sobre o que é válido e melhor em termos de trabalho para um profissional? Sim, pode ser.

O papel da liderança
Nesse sentido, todos os líderes devem ajudar seus liderados a entender melhor o motivo pelo qual trabalham na organização, a compreender o significado do que fazem e reconhecer esse trabalho. Isso não deixa de ser um bom exercício de identificação de novos talentos e sucessores internos. Na Gazin, por exemplo, há um forte trabalho de desenvolvimento das lideranças nesse sentido: a empresa só vai ao mercado buscar algum profissional quando não identifica em seu quadro a pessoa certa para a função em questão.

Bichuetti lembra outra característica importantíssima nas relações profissionais ao lado do autoconhecimento: a humildade. “Se não reconheço minhas lacunas, não procuro aperfeiçoamento”, atesta. E, segundo ele, muitos gestores não têm essa capacidade. Ao avaliar seu próprio desempenho como gestor ao longo de três décadas, ele recorda que sempre manteve sob sua supervisão quem ele considerava mais capacitado do que ele. E quando decidiu mudar os rumos de sua carreira profissional, voltou a ser estudante sem ver nenhum demérito. “Voltei para o banco da escola. Foi uma das maneiras de reconhecer a importância e o sentido do trabalho na minha vida.”

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Rose, da Cisco: o ideal é não haver distinção entre trabalho e diversão (foto: Adriano Vizoni)

O chamado do voluntariado
Além do aspecto morto-vivo citado pelo escritor e consultor Dan Miller no início desta matéria, que outras características uma pessoa sem um sentido claro do trabalho pode apresentar? Estresse, fadiga, depressão ou uma busca desenfreada por um tipo de compensação fora do escritório? Pode-se pensar, em alguns casos, que uma possível válvula de escape seja o trabalho voluntário – afinal, quantas pessoas doam parte de seu tempo, numa manhã ensolarada de sábado, por exemplo, para outras pessoas sem deixar transparecer cansaço? Mas nem sempre quem é voluntário busca uma alternativa à satisfação do trabalho. Na verdade, é possível encarar essas ações sociais como uma forma de compreender a importância do trabalho na vida das pessoas. Nesse caso, o presidente do Instituto CKK, Desenvolvimento Humano, Amadeu Bueno, refere-se a esse tipo de atividade como um “chamado”.  É isso o que dá sentido para algumas pessoas fazer o que fazem, como contribuir com algo para diminuir o sofrimento alheio ou por gratidão por algo que lhes foi feito.

Para Amadeu, quem pratica seriamente o voluntariado sente-se mais forte, mais positivo – e isso afeta todo o resto de suas vidas, com fortes reflexos no campo profissional. “Aumenta o desempenho das pessoas nas corporações, pelo aspecto de se sentirem melhores consigo mesmas”, diz. Ou seja, aumenta a autoestima.

E por falar nisso, vale citar aqui um pouco do trabalho da professora da Escola de Negócios HEC Montreal, no Canadá, Estelle Morin. Ela diz, a partir de um estudo que conduziu, que, na medida em que as organizações permitam, o trabalho age como elemento na constituição da identidade das pessoas por aumentar a autoestima. “(…) Quando alguém faz um trabalho significativo, desenvolve um sentido de identidade, valor e dignidade.” Ao alcançar resultados significativos, o trabalhador cresce em termos pessoais, contribuindo para a melhora da sua condição de vida e, consequentemente, de seu entorno. Sim, o trabalho dignifica o homem. Por outro lado, ele seria problemático quando quem o desempenha não se relaciona adequadamente com ele – o que, para alguns, seria “alienação”.

Em seu estudo, Estelle enfatiza o trabalho como uma atividade pela qual as pessoas se colocam no mundo, criam novas relações, exercitam suas potencialidades cognitivas e geram sentimento de pertencimento. “Trabalhar é esforçar-se para fazer algo, para alcançar algo, produzir um efeito desejado”, escreve. Ela lembra, ainda, o psicanalista Erich Fromm, um dos maiores estudiosos da influência da sociedade e da cultura no indivíduo, quando dizia que o trabalho é um meio eficaz de lidar com a angústia da morte e seus efeitos. Fromm defendia a teoria de que as pessoas “são” por serem capazes de “gerar algum efeito” ao meio social pelas ações de suas vidas.

Assim, tornam-se pertinentes questões colocadas por Estelle em palestras sobre o assunto, quando pergunta à plateia se alguém, alguma vez, já teve um trabalho significativo. “Como foi? Se não foi, o que faltava? Alguma vez você já pensou nas consequências de não ser capaz de entender o que está acontecendo em seu trabalho e saber os resultados de suas ações?”, acrescenta. A professora cita ainda, no estudo, a existência de três principais abordagens da importância do trabalho. Elas estariam relacionadas à definição, orientação e coerência. A partir desse pressuposto, o significado de trabalho estaria concentrado na sua importância, representação e valor, na perspectiva do colaborador. A essas definições somam-se outras que apontam o trabalho como gerador de autonomia, promoção social, autorrealização, interação social, conservação, auto-aperfeiçoamento, abertura à mudança e superação.

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Trabalho e diversão
Rose Mary Morano, diretora de RH da Cisco Brasil, lembra bem de uma das aulas do curso de MBA do qual participou, há alguns anos. Na ocasião, a turma discutia o tema o “sentido do trabalho no passado e nas gerações atuais e os impactos na vida contemporânea”. Naquele momento, o professor trouxe para reflexão o seguinte texto budista: “O Mestre, na arte da vida, faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente”.

Esse é o verdadeiro sentido do trabalho para a diretora da Cisco. “Ou seja, quando, intrinsecamente, não há distinção entre trabalho e diversão. As duas coisas se fundem de uma maneira tão natural, que fica quase impossível distinguir esses momentos, se não fossem os símbolos de trabalho como escritórios, mesas, chefes, cartões de visita etc.”, conta.

Para Luiz Augusto Costa Leite, sócio consultor da Change Consultoria de Organização, do ponto de vista da construção humana, temos de separar o trabalho que pode chegar a ser lazer e o trabalho que penaliza. Ao abordar o tema, ele lembra a visão “romântica” do passado sobre o assunto e do comportamento aristocrático que colocava o trabalho como algo degradante, indesejado (vale lembrar que a palavra trabalho deriva de tripalium, um instrumento de tortura). “E ele não é uma degradação. Pelo contrário, dignifica. É essa ideia que devemos buscar” reflete o consultor.

Costa Leite diz que o trabalho é o exercício da condição humana e há duas maneiras de analisá-lo – intrínseca e extrinsecamente. “Do primeiro ponto de vista, ele é a forma de realização. Do ponto de vista extrínseco, é o conceito da expropriação, do para que ele serve. Com essa perspectiva, faz-se necessário olhar quais são as tarefas solicitadas ao ser humano no mundo de hoje e quais são as que poderão lhe dar realização”, avalia.

Novo contrato social
Nesse ponto, vale observar o tipo de organização para o trabalho previsto pela sociedade industrial e o novo, demandado pela atual sociedade do conhecimento. “Independentemente disso, há, ao menos, dois tipos de trabalhadores”, comenta, em sintonia com as teses do sociólogo espanhol Manuel Castells, que identifica a existência dos trabalhadores do conhecimento (produtores de informação ou formação) e os trabalhadores genéricos.

“Há um novo contrato social entre as pessoas e corporações. Ele advém desde as mudanças da sociedade como um todo; e da mudança do mundo chamado capitalista de organizações”, pondera. Como juntar o capitalismo às mudanças culturais e avanços tecnológicos
é um questionamento, enfrentado, segundo Costa Leite, no universo corporativo. Outro desafio do profissional é cuidar da carreira e para isso ter a noção do sentido do trabalho é algo fundamental, como sugere a psicóloga Danilca Galdini. “O importante é alinhar nesse processo o que foi desejado para a vida, as características de personalidade e o mercado em que se pretende atuar ou em que já se atua.”

Coautora do livro Carreira: você está cuidando da sua? (Editora Campus Elsevier), Danilca conta que “a escolha da carreira, e como construí-la, tem forte impacto em quem vou ser, tanto individualmente quanto no grupo social de relação”. Ela lembra, ainda, a importância da felicidade nesse processo. “O ponto mais importante mesmo é o autoconhecimento. Toda carreira baseia-se no que temos de bom”, enfatiza.

Afinal, qual o sentido do trabalho para você? No filme citado no início desta matéria, a resposta frustra quem espera algo mais filosófico (não vamos dizer aqui para não estragar a surpresa de quem quiser assisti-lo). Logo depois de O sentido da vida, a trupe inglesa dos Monty Python se separou. Cada um foi para o seu lado, seguir sua vida. Cada um com seu sentido.

 

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