Oito resoluções de ano novo para os RHs

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08 resolução de saúde para as empresas / Crédito: iStockphoto

Começo de ano é o momento de rever resultados e estratégias do ano anterior e planejar o ano vigente. Com a área de RH acontece a mesma coisa e o seu planejamento tem um impacto significativo nos negócios das empresas. Além da folha de pagamento em si, um dos principais custos ligados a gestão de pessoas são os relativos à saúde.

Nesse sentido a Gesto Saúde e Tecnologia (GST), empresa especializada no desenvolvimento de soluções de gestão de saúde corporativa, elencou oito orientações para os profissionais de recursos humanos planejarem suas ações para 2015 no que diz respeito à saúde de seus colaboradores.

1. Organize as informações de saúde da empresa – para que os RHs possam tomar atitudes frente a estes gastos, antes de tudo, é necessário criar um banco de dados estruturado e ágil com as informações sobre o uso do plano de saúde, atestados e afastamentos.

2. Abra a caixa preta dos gastos dos planos de saúde – saber quanto se paga ao plano ou a seguradora e conhecer a taxa de reajuste anual não é suficiente para a gestão. Tem-se que ter em mãos os dados de internações, exames, medicamentos, próteses, cirurgias, idas ao pronto-socorro e consultas, para aí sim se buscar uma melhor negociação e ações de saneamento.

3. Identifique as fontes de gastos – com os dados em mãos, o RH deve buscar as fontes causadoras de gastos, mas não de maneira simplista. Às vezes, um gasto inicial alto previne gastos maiores no futuro. Um problema comum é o mau uso do plano, por exemplo: colaboradores que rodam diversos especialistas sem achar o mais indicado, fornecedores de saúde pouco efetivos (mesmo que mais baratos), uso desnecessário de pronto socorros, etc.

4. Implante um programa de segunda opinião médica – o que pode parecer um custo extra é capaz de evitar muita dor de cabeça no futuro. Alguns procedimentos nem sempre são indicados e uma segunda opinião pode trazer uma visão que traz mais conforto e segurança ao paciente, evitando também gastos desnecessários.

5. Considere opções de internação domiciliar – atualmente, são muitas as situações que há a indicação de internação domiciliar, como o caso do DPOC (doença pulmonar crônica obstrutiva). Além de mais barata, a internação domiciliar traz mais conforto e menos riscos para o paciente.

6. Informação – sabemos que é difícil e a resistência é grande, mas informar e promover campanhas de utilização racional e eficiente dos planos de saúde pode ter um impacto positivo no médio prazo. Campanhas de qualidade de vida e promoção à saúde também são bem vindas, mas seus impactos nos custos são mais difíceis de detectar.

7. Tenha um canal de contato para dúvidas – é fundamental que o colaborador saiba quem procurar para tirar dúvidas e pedir informações sobre a utilização dos planos e outros temas relativos à saúde do trabalho.

8. Previna acidentes de trabalho – ok, não é nada realmente novo, mas temos que ter em mente que isso deve ser uma busca incessante, não apenas dentro do ambiente da empresa, mas também considerando o trajeto casa-trabalho-casa. A Justiça brasileira considera estes trajetos como parte da jornada, de forma que eventuais acidentes impactam nos custos trabalhistas como o FAP (Fator Acidentário Previdenciário). Nesse sentido, informações e campanhas de segurança no transito continuam a ser muito bem-vindas.

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