Olhar para si mesmo

17 de dezembro de 2010

A partir desta edição, especialistas na área de gestão de pessoas irão responder as questões de quem está na linha de frente de recursos humanos. Mais do que apontar possíveis soluções para itens pontuais, esperamos, neste espaço, discutir temas que contribuam para o desenvolvimento da função RH.

Um dos aspectos nesse sentido, não poderia ser diferente, refere-se à própria carreira do profissional que vai à frente dessa área. Não é incomum ser endereçado a ele a missão de orientar os demais gestores na condução e planejamento das carreiras deles. Mas será que o gestor de recursos humanos também está de olho na própria trajetória profissional? Ele tem se mostrado mais atento à carreira dele na empresa em que atua, em época de tantas cobranças em resultados?

Para complementar nossa primeira questão, vale ressaltar que, no ambiente altamente competitivo como o atual, desenhar a carreira pressupõe ter, entre outras coisas, o feedback da liderança. Mas como fazer quando a pessoa que está acima se considera um líder, mas, no fundo, não passa de um chefe? Nada contra os chefes, diga-se… Para responder a essas questões, a convidada deste mês é Elaine Saad, country manager da Right Management para América Latina e vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Nacional). Com a palavra, de RH para RH, Elaine:”A área de recursos humanos é composta por uma gama muito grande de diversidade em termos dos profissionais que nela atuam. Acredito que, nos últimos anos, a consciência do profissional de RH em relação a sua carreira tem aumentado sim, porém, ainda temos muito o que melhorar no que se relaciona com a definição de nossa trajetória de carreira.

Temos de cuidar mais de nós mesmos, de como a carreira em RH é iniciada, de como ela evolui, e de como ela se solidifica. Temos de definir melhor as métricas para nossas próprias trajetórias e traçar caminhos de evolução mais claros e definidos. Em resumo, melhoramos, evoluímos, mas o caminho a percorrer ainda é muito longo.

Sobre como mostrar ao seu superior que ele é um chefe e não um líder, é interessante dizer que essa definição é, inicialmente, muito difícil de ser feita. Usa-se essa expressão para descrever líderes que são mais processuais (´chefe´) e líderes mais inspiradores (´líder´). Porém, essa conceituação não tem limites claros entre si, além de que, dependendo do negócio e do momento em que a empresa se situa, precisamos mais de um perfil e menos do outro.

Acredito que o mais importante a um subordinado é achar a ´porta de entrada´ para dar ao seu chefe imediato um bom feedback, clarificando no que ele é bom e no que está colaborando versus as ações com as quais ele não está colaborando. Ter um relacionamento aberto, transparente e sincero, contribui extremamente para a performance de ambos, chefe e subordinado, bem como para a performance da organização como um todo.”

Participe desta seção você também! Basta mandar sua pergunta para o e-mail melhor@editorasegmento.com.br , colocando como objeto da mensagem a frase “De RH para RH”.

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