Saúde

Para não perder dinheiro com o plano

Da Redação
24 de novembro de 2017

Katia de Boer, sócio-diretora da Safe Care

O alto custo do plano de saúde corporativo está constantemente em análise dentro das grandes corporações, uma vez que representa o segundo maior gasto das companhias, atrás apenas da folha de pagamento. Diante de um cenário que exige melhor administração dos recursos financeiros, muitas empresas jogam pelo ‘ralo’ milhões de reais com a má gestão dos planos oferecidos como benefícios.

Além do desperdício financeiro, a empresa perde recursos com a falta de produtividade do colaborador, que muitas vezes precisa se ausentar de forma desnecessária para ir a uma consulta médica, com a carência de suporte nos procedimentos de internação hospitalar dos funcionários e até mesmo quando não têm programas estruturados para gerenciamento de grupos de risco, como diabéticos, hipertensos, obesos, entre outros, os quais costumam ser os usuários de maior custo para os planos de saúde.

Kátia de Boer, sócia-diretora da Safe Care, corretora especializada em saúde corporativa, explica que o uso inadequado do plano de saúde corporativo, que envolve, por exemplo, realização de exames repetitivos e desnecessários, idas excessivas a consultas médicas e hospitais, é o principal problema enfrentado pelas corporações.

Pensando nisso, a corretora criou um sistema integrado de gestão de saúde para detectar abusos na utilização do plano por parte de funcionários de uma empresa. Os colaboradores apresentavam de forma recorrente atestados de consulta particular na área de ortopedia, mesmo tendo o benefício saúde concedido pela corporação. Na auditoria feita pela Safe Care foram identificados mais de 1.500 dias de atestados, gerando cerca de R$ 500 mil de prejuízo à empresa, provocado pela ausência do funcionário e, consequentemente, pela falta de produtividade. A maioria dos casos era de funcionários que tentavam ‘ganhar’ períodos de descanso usando a rede médica particular.

Dados do setor
Uma pesquisa da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos), realizada entre maio e junho, em parceria com a ASAP (Aliança para Saúde Populacional), aponta que os custos com saúde cresceram acima da inflação dos últimos 12 meses para 81% das empresas do Brasil, sendo que em 55% o valor atingiu mais que o dobro da inflação e 83% das empresas acreditam que os custos não devem baixar.

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