Artigo

Para quem cuida de gente

Todo dia é dia de reconhecer o trabalho, muitas vezes silencioso, do RH

Da Redação
5 de julho de 2018

Por Edna Vasselo Goldoni

Edna Vasselo Goldoni é diretora de relacionamento do CONARH 2018 e fundadora do Instituto Vasselo Goldoni

Todo dia é dia de RH. Mas no mês passado, comemoramos um em especial: 3 de junho. Nele, celebramos o Dia do Profissional de Recursos Humanos. A escolha dessa data, para quem não sabe ou não se lembra, remete ao dia da fundação da World Federation of People Management Association (WFPMA), em 1976. E para homenagear o profissional de RH, a data foi adotada pelas diversas federações internacionais. Por aqui, ela foi consolidada
pela Associação Paulista de Administração de Pessoas, hoje ABRH–SP.

Ao longo da minha carreira profissional tive a oportunidade de conhecer profissionais de RH que escreveram sua trajetória pautada na dedicação e desenvolvimento de pessoas, alinhados à estratégia de negócios. Uma delas é
Roseli Rampazzo Oliveira, que atua na área há 25 anos. E é dela o trecho a seguir, que vale a pena ser compartilhado:

“Estamos na era da inteligência artificial, da realidade aumentada e de tantos outros recursos tecnológicos. Alguns diziam que a área de recursos humanos iria acabar por conta desse desenvolvimento todo que estava por surgir, mas
mesmo com tudo isso, somente o profissional de RH consegue utilizar com sabedoria e imparcialidade todo esse conteúdo. Os seres humanos precisam interagir com pessoas e não com máquinas. As pessoas que decidem trabalhar nessa área têm de ter, portanto, um dom para servir, uma vontade própria de ajudar as outras pessoas a crescerem e a se desenvolverem. São também responsáveis por assegurar que os melhores colaboradores sejam recompensados por seus esforços e sejam conduzidos para o caminho certo quando em algum momento elas se perderem pela estrada da carreira profissional. O profissional de RH deve orientar sem desmotivar, ouvir sem julgar, lembrar-se de todos os eventos, comunicar com precisão, levantar o moral não apenas dos membros das equipes, mas fundamentalmente dos líderes dessas equipes, pois são eles que no dia a dia levam as políticas e procedimentos da empresa adiante. Os líderes precisam estar bem informados, atualizados e respaldados com habilidades para lidar com os desafios do dia a dia de cada um dos seus liderados. Os profissionais de RH também são gente, embora os outros às vezes se esqueçam disso; eles também precisam de motivação e de reconhecimento”.


Muito embora a data específica tenha passado, fica aqui o nosso reconhecimento pelo trabalho, muitas vezes silencioso, de quem cuida do principal capital que uma empresa pode ter – e tem. Espero que, em um futuro não muito distante, proporcionado pelas transformações velozes a que assistimos, possamos encontrar no topo das empresas, no comando delas, na figura de seu principal líder, um executivo oriundo e formado na área de recursos humanos. Todos os profissionais de todas as áreas podem ascender a essa posição, mas acredito que somente com o olhar de recursos humanos é possível descortinar e, mais do que isso, ampliar os horizontes da empresa.

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