Gestão

Para um balanço positivo

Keli Lemos
21 de Janeiro de 2014

Em pauta no mundo corporativo, a sustentabilidade ainda é um assunto não totalmente evoluído e nem difundido entre as empresas e consumidores. Pouco se sabe efetivamente sobre a sua plenitude. Grande parte das corporações ainda acredita que se resume a atividades que visem o cuidado com o meio ambiente. Contudo, ela envolve muito mais do que essa preocupação, abrangendo todos os esforços necessários para que o resultado final seja a perpetuação do meio ambiente.

Isso envolve quatro conceitos essenciais: ética; governança corporativa; responsabilidade ambiental; e pessoas sustentáveis. Sem a ética na condução dos negócios, sem a governança corporativa para propiciar uma formalização das ações e sem pessoas com visão sustentável, certamente, as ações de preservação do meio ambiente ficarão apenas no papel.

O que muito se discute atualmente é a participação das grandes empresas nos efeitos destruidores que o meio ambiente vem sofrendo. Sob uma visão mais simplista, quanto maior é a indústria, maior é a destruição causada ao meio ambiente, em função de seu processo produtivo, dos recursos naturais utilizados, e por que não, do descaso com as coisas mais simples da natureza.

Contudo, não é o que se vê na prática. As companhias de grande porte têm investido fortemente na preservação do meio ambiente, seja criando fundações com o objetivo de protegê-lo, seja investindo em pesquisa de novos produtos ou embalagens sustentáveis, por exemplo.

Algumas empresas vêm divulgando em seus relatórios gerenciais indicadores de custo de utilização do meio ambiente, como por exemplo, recursos hídricos utilizados, desgaste do solo, poluição atmosférica, resíduos entre outros mensurados de acordo com a atividade específica da empresa. Ainda é um tema inovador, e não há formas definidas e padronizadas de cálculo desse tipo de custo, que é denominado de externalidades nos balanços financeiros. Na prática, o que se nota é que tem havido um aumento no número de pedidos de inclusão dessas externalidades aos contadores das grandes empresas.

Há muito que se fazer em relação à visão que o mercado tem a respeito de indicadores de sustentabilidade. É necessário mudar crenças e fazer com que os investidores valorizem esses indicadores e os utilizem em suas decisões estratégicas. Dessa forma, as ações sustentáveis seriam integradas às rotinas corporativas e se tornariam mais efetivas.

Por fim, é importante que as empresas tenham consciência social também. “Salvar o mundo” não quer dizer apenas que o meio ambiente precisa ser salvo. Um mundo melhor inclui pessoas preparadas, com uma base educacional adequada, o que vai beneficiar tanto o crescimento sustentável quanto a igualdade no mundo. Sem uma base educacional forte, as pessoas não terão noção de como suas atitudes podem ser maléficas ao meio ambiente.

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