Gestão

Pesquisa: 46% dos empregados brasileiros têm um trabalho paralelo

Da Redação
7 de novembro de 2019

Encomendado pela Alelo ao Instituto Ipsos, estudo mostra que os homens são a maioria (59%) na hora de manter um trabalho paralelo

Créditos: Shutterstock

Das pessoas empregadas, quase metade delas (46%) possui algum trabalho paralelo como renda complementar. Em geral, os homens são a maioria (59%) na hora de manter uma atividade extra e, geograficamente, não há diferença entre as regiões, sendo uma prática comum nas principais regiões do país.

Esses são alguns dos dados apontados pela pesquisa inédita Alelo Hábitos do Trabalho, realizada pelo Instituto Ipsos e encomendada pela Alelo, bandeira especializada em benefícios, gestão de despesas corporativas e incentivos.

Os motivos que levam as pessoas a desenvolverem um outro trabalho, além do fixo, são diversos: enfraquecimento do cenário econômico que faz com que muitos empreendam por necessidade, oportunidades ou até mesmo pela facilidade em exercer uma nova atividade pela internet nos finais de semana ou em horários flexíveis.

Assim como as razões, as atividades escolhidas para complementar a renda também são bem diversificadas: desde revendedor de produtos por catálogos (5%), professor particular (4%), produção de bolos, doces e salgados (4%), passando por motoristas de aplicativos (3%), consultoria para empresas (3%) e trabalho com eventos e buffets (3%).

Nesse cenário, 4% são influenciadores digitais, youtubers ou criadores de conteúdo. Homens representam 70% nessas atividades, com maior concentração na região Sudeste (56%), na faixa de 25 a 44 anos de idade (61%) e prioritariamente nas classes B e C (92%).

Além disso, as pessoas mais jovens, entre 18 a 24 anos, são as que mais desenvolvem atividades paralelas, em um total de 54%. “Entender os hábitos atuais do trabalho é muito importante para nós como empresa que fornece soluções relacionadas a esse universo. Essa pesquisa exclusiva trouxe novos retratos dessa nova economia. Percebemos que esse é um fenômeno em todas as classes sociais e em todo o país”, destaca Cesário Nakamura, CEO da Alelo.

Encomendada pela Alelo ao Instituto Ipsos e realizada durante os meses de agosto e setembro de 2019, a pesquisa Hábitos do Trabalho ouviu 1.518 pessoas, com trabalho registrado, nas principais regiões do país, sendo 56% homens e 44 % mulheres, de 18 e 65 anos, sendo a maior porcentagem (55%), a população entre 25 e 44 anos.

O Instituto Ipsos entrevistou, ao todo, 2.333 pessoas, por meio de uma pesquisa online, sendo 1.518 com trabalho registrado, analisadas nesse material, além de 468 desempregadas e 347 autônomas. A pesquisa apresenta margem de erro de 2pp. O estudo foi realizado com abrangência nas principais regiões metropolitanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Florianópolis, Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador e Fortaleza.

“Nosso objetivo com esse estudo é mapear o comportamento dos brasileiros quando o assunto é trabalho: como enxergam suas as carreiras, como lidam com as diferentes relações e ambientes, acrescenta o CEO da Alelo.

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