Pesquisa alerta que altos executivo custam caro para as empresas

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Um Estudo de Remuneração da Page Executive, unidade de negócios do PageGroup especializada no recrutamento de executivos para alta direção, aponta que 62% das empresas que fizeram substituições nos cargos de comando tiveram que pagar salários mais altos para os novos contratados nos primeiros meses de 2014. Apenas 38% das trocas nos níveis mais altos da hierarquia das empresas foram realizados com salários equivalentes ou inferiores aos que eram pagos aos executivos substituídos.

O aumento médio na remuneração no processo de mudança ficou na casa dos 15%. Para Fernando Andraus, diretor executivo da Page Executive, o ano passado foi marcado por um cenário desafiador e pela economia em desaquecimento. “Mesmo assim, verificamos que houve aumento para este nível hierárquico bem acima da inflação e da média geral do mercado”. O levantamento capturou os dados de contratação de 1040 altos executivos realizados pela Page Executive.

Salários
Segundo o levantamento, o salário anual do presidente de uma companhia estrangeira com receitas anuais de até R$ 100 milhões pode chegar a R$ 773 mil, enquanto o de uma empresa brasileira atinge R$ 935 mil, diferença de 25%, conclui a Page Executive.

Nas companhias de grande porte, com faturamento entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, a variação é menor: nas corporações nacionais, os CEOs recebem em média R$ 1,9 mi ao ano enquanto que nas multinacionais a remuneração chega a R$ 1,8 mi. “Os executivos de empresas nacionais recebem salários fixos mais altos porque, geralmente, têm mais autonomia de decisão em relação a seus pares de companhias estrangeiras e isso acaba impactando a remuneração”, explica Andraus.

Incentivo de longo Prazo
A maior parte dos empregadores ofereceram incentivo de longo prazo (ILP) na composição total do pacote de remuneração. Destaca-se o aumento de Incentivos de Longo Prazo em empresas nacionais. 68% dos executivos afirmam receber algum tipo de incentivo de longo prazo, o que representa um aumento de 5% em ao mesmo período do ano passado. Já em companhias multinacionais, apenas 52% dos profissionais diz ter esse tipo de benefício, o que representa um recuou de 14% em relação ao ano anterior.

 

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